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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Será o fim do telefone?


Vasculhando a grande rede, deparei com o post de Renato Cruz, para a editoria de tecnologia do blog do Estadão (para ler o post completo, clique aqui).
O tema é controverso e fala sobre a possibilidade da morte do telefone, uma vez que o número de chamadas realizadas e suas durações estão caindo ano após ano.
O que era comum, tornou-se raridade. Com os celulares cada vez mais multifuncionais, o hábito de se telefonar vem caindo em desuso. Torpedos, mensagens instantâneas, chats e redes sociais, vêm sendo utilizadas em substituição ao hábito de se falar pelo aparelho de Graham Bell.
Será que estamos assistindo ao fim de uma era? Iremos nos acostumar com esse mundo cada vez mais conectado, comunicativo, porém quase sem palavras faladas?

sábado, 17 de outubro de 2009

Isolamento x Integração


Costumo dizer que uma das melhores invenções da humanidade foi o fone de ouvido. Quem me conhece sabe que dificilmente saio sem o meu velho companheiro de guerra. Quero me concentrar? Fone no ouvido. Quero relaxar? Fone de novo. Quero me isolar? Ele novamente.
São vários os motivos pelo qual gosto de usá-lo.
Lendo o livro a Rede, de Juan Luis Cebrian, ele comenta em uma passagem sobre os walkmen e outros avanços da tecnologia.
"O telefone celular, o microcomputador, a segmentação temática dos canais, as locadoras de vídeo, os fones de alta-fidelidade, os walkmen são todos inventos destinados ao indivíduo. "
O interessante é que a tecnologia que por muitas das vezes parece tornar o ser humano mais sociável, acaba por individualizá-los cada vez mais.
O caso do fone de ouvido é clássico. Sempre que acompanho a chegada de um time de futebol ao estádio, quando os jogadores estão desembarcando dos ônibus, vejo aquela turma com os fones nos ouvidos, se isolando cada vez mais.

sábado, 10 de outubro de 2009

Como enxergar a revolução tecnológica?

A Revolução Tecnológica que assistimos em curso atualmente é avassaladora. As mudanças acontecem em ritmo cada vez mais aceleradas e com isso, a corrente de quem critica e aponta defeitos na utilização de novas tecnologias continua proliferando.
Retirei o trecho a seguir do livro A Rede, do autor Juan Luis Cebrián. Vale a pena conferir e refletir sobre como enxergamos as mudanças a nossa volta.

"A invenção da imprensa foi considerada por muitos, como um instrumento diabólico que se dedicaria, fundamentalmente, à produção de pornografia e de idéias subversivas – isso se pensava nas oficinas da Sorbonne, mesmo que o primeiro livro impresso nelas tenha sida a Bíblia. O telefone mereceu o cumprimento descrente dos peritos daquela época, que estimavam que não poderia desenvolver-se um invento destinado a irromper na intimidade dos lares e acabar com a paz doméstica. Quando a televisão surgiu nos Estados Unidos, o respeitado New York Times publicou artigos explicando como os americanos não teriam tempo, em sua vida, para assistir, durante meia hora diária, o que a tela lhes poderia oferecer. Hoje, estamos diante de uma atitude radicalmente contrária."