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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Projetos


Horas depois de ter ouvido aquele ruído, Fábio continuava atento a tudo ao redor. Não conseguia descansar, relaxar e nem afastar a dor da cabeça e do braço. Uma idéia vinha aos poucos tomando conta de sua mente. Aquele seqüestro talvez fosse por coisa maior do que um simples resgate. Talvez houvesse ligação com o projeto no qual estava envolvido. Começou a relembrar os últimos meses e encaixar diversas situações que pareciam confirmar aquela tese.

Passou a mão na parte de trás da cabeça e percebeu que o inchaço havia diminuído. Com certeza o atacaram por trás momentos antes de entrar em casa. Já o braço esquerdo o incomodava por demais, porém ele não conseguia ver se havia alguma marca, apenas sentia aquele ardor. Imaginava que havia sido atacado por trás e recebido uma enorme dose de algum tranqüilizante. Pensava na preocupação de Gabriela, achava que não estava correspondendo às expectativas da esposa nos últimos meses, mas havia agido daquela forma para preservar a família, após entrar naquele projeto.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Projetos



O suspense aumenta:

Lucas, o filho mais velho, questionou a respeito do pai e se ele voltaria para jantar com eles.

Gabriela disse que não, pois o pai tinha viajado e voltaria na outra semana. Imediatamente, tentou ligar para o celular do marido e não conseguiu. Já eram mais de sete da noite e Fábio costumava chegar por volta das seis. Nunca se atrasava, pois vinha no ônibus da empresa.

Pensou em falar com Fred, amigo do trabalho, mas não queria neste momento preocupar ninguém. Decidiu acabar de preparar a janta, servir aos filhos e ficar aguardando um telefonema do marido. Não seria nada demais e Fábio ligaria em alguns instantes.

Clique aqui para ver o início desta história.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Projetos


E a saga continua e o mistério aumenta:
Gabriela estava em casa brincando com seus dois filhos, porém sem muita concentração. Aquele telefonema estranho que havia recebido do escritório do seu marido na parte da tarde a havia deixado confusa. Falaram que Fábio tivera que fazer uma viagem urgente para Salvador e que estaria de volta dentro de uma semana.
Por que o próprio marido não telefonou para comunicar? Viagens a negócios não eram muito raras na vida deles, já que Fábio ocupava um cargo de gerência na multinacional de tecnologia e informática, mas uma viagem de emergência sem avisar, já era demais. Pensou em várias hipóteses, até mesmo a de traição, pois o marido andava muito estranho e ausente nos últimos meses. Tentou afastar o pensamento e continuou a brincadeira com os dois filhos. Lucas e João Marcos brincavam de videogame e solicitavam a presença da mãe a cada jogada que cada um fazia durante a partida de futebol virtual.
Clique aqui para saber mais: Projeto

sábado, 28 de novembro de 2009

Projetos


Seguindo a história:
O que poderia fazer? Começou a tentar meditar, para que seu corpo, já totalmente dolorido, não doesse tanto e que sua mente pudesse descansar. Ele estava acostumado com o ritmo frenético dos pensamentos do dia-a-dia, mas nunca tinha passado por uma situação extrema como aquela.
Lentamente e com dificuldade, Fábio foi ficando um pouco mais tranqüilo e aos poucos diminuindo o ritmo de seus pensamentos. Contudo seus sentidos foram aguçados ao ouvir um distante barulho, diferente do zumbido intermitente que vinha ouvindo desde que recobrara sua consciência. Parou e tentou concentrar-se naquele ruído, parecia o som de louças se chocando, alguém comendo ou lavando pratos. O som durou alguns minutos e o zumbido passou a reinar sozinho em sua cabeça.
Fábio passou a ficar com fome e preocupado se o alimentariam, ou simplesmente esperariam o suposto resgate e o deixariam ali para morrer de qualquer jeito. Já um pouco sem forças, ele deitou no pequeno e escuro cubículo e começou a tentar relaxar e dormir um pouco, para afastar aquela incômoda dor no braço esquerdo.
Quer entender um pouco mais, clique aqui nos posts anteriores:

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Projetos


Caro Argonauta, se você frequenta constantemente este espaço, leu a primeira parte do Projeto Leo Lagden...Alguns comentaram e deram opiniões. Portanto, segue mais um pedaço e aguardo novos comentários.
Para quem perdeu a primeira parte, clique no link a seguir: Projeto Leo Lagden (Parte I)
Chegou a pensar em um infarto e que estaria em coma no hospital. Mas ele era muito novo, 32 anos, saudável, praticava esportes, comida natural... Seguia a risca todas as recomendações médicas, não bebia, não fumava, corria, nadava... Não, isso não.
Começou a chorar e questionar o porquê daquele inferno etar acontecendo com ele. Parecia conto de ficção, daqueles que ele gostava de ler nos dia de folga. Essa história parecia encaixar mais em um livro de Stephen King ou de Edgard Allan Poe, não em uma vida tranqüila como a sua. Como um filme, começou a lembrar de todos os momentos a procura de uma explicação racional. Pois como tudo em sua vida, alguma explicação exata e racional ele deveria achar para o fato.
Lembrou de sua mãe e seu pai, da formatura, da emoção de seu casamento e do nascimento dos seus dois filhos. Cada vez mais confuso Fábio tentou ficar de pé e com dificuldade escorou-se em que parecia ser uma parede de tijolos úmida. Tateou no escuro e verificou que o quarto media cerca de 3 x 3. Imediatamente outra idéia nasceu em sua cabeça: Seqüestro! Lógico, só poderia ser. Tudo encaixava, tinha uma boa situação financeira, um carro importado, uma casa em um ponto nobre da cidade do Rio de Janeiro, que ficava cada vez mais violenta. Tentou tranqüilizar-se, pois tudo seria resolvido. Trabalhava em uma empresa que daria toda a assistência aos seus familiares nas negociações com os seqüestradores.
Lembrando que hoje é dia de coluna Devaneios Argônicos no Le Poéte.

domingo, 27 de setembro de 2009

Projetos


Escuridão, dor e medo! Únicas sensações que passavam pela sua cabeça. Isso sem falar naquele irritante zumbido no ouvido. Fábio tentava pensar e arrumar as idéias na sua mente, mas o que se lembrava era apenas um imenso vazio no seu cérebro.
O último momento que se lembrava era de sua família em casa reunida, estava chegando e ouvia a conversa que vinha animada de dentro. Mulher e os dois filhos falavam animadamente. De repente, aquele imenso vazio e o escuro. Por quanto tempo estaria desacordado? Será que havia morrido? Nunca acreditou nessa história que ouvia de sua irmã, de reencarnação e histórias de vida após a morte. Contudo, por mais explicações que buscasse não encontrava. Ainda tinha aquela dor persistente na cabeça e no braço esquerdo.
Comentários sobre a história acima serão bem vindos...