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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Retorno


Queridos Argonautas...depois de alguns dias fora completamente do mundo virtual, tento aos poucos voltar ao ritmo normal de postagens.
Sei que será muito difícil retomar todos meus Argonautas fieis, mas juro que tentarei o que estiver ao meu alcance.

Foram dias corridos, nos quais, compromissos pessoais e profissionais me impediram de atualizar o Argônio.

Nesses dias muita coisa se passou. O Brasil era a melhor seleção do mundo, o ataque do Flamengo era imperial e os candidatos à presidência da República ainda não estavam definidos.
Como muitos já sabem, o Uruguai é a melhor seleção sulamericana, a Espanha a melhor do mundo e os candidatos estão aí.

Vamos retomar com calma!
Aguardo visitas e sugestões de todos.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Coluna da Rouge-Poetizando 2010


Olá,Argonautas!

É com muita alegria que estamos finalizando o dezembro literário na coluna da Rouge.
Com as proximidades do final de ano,não podemos deixar de refletir e agradecer sobre o que passou de bom e plantar as flores de 2010.
Agradeço ao amigo Léo Lagden pelo convite a esta pequena Rouge para escrever neste blog,que na verdade é um universo argônico,e a cada um de vocês leitores que participaram com deliciosos comentários.
Fechando com chave de ouro o ano de 2009, o poeta predileto,amado,querido,(ai..ai) desta escriba:Mário Quintana.

Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade.
(Mário Quintana por ele mesmo)


DATA E DEDICATÓRIA

Teus poemas, não os dates nunca... Um poema
Não pertence ao Tempo... Em seu país estranho,
Se existe hora, é sempre a hora estrema
Quando o anjo Azrael nos estende ao sedento
Lábio o cálice inextinguível...
Um poema é de sempre, Poeta:
O que tu fazes hoje é o mesmo poema
Que fizeste em menino,
É o mesmo que,
Depois que tu te fores,
Alguém lerá baixinho e comovidamente,
A vivê-lo de novo...
A esse alguém,
Que talvez ainda nem tenha nascido,
Dedica, pois, os teus poemas.
Não os dates, porém:
As almas não entendem disso...



Mário Quintana

Do livro: "Baú de Espantos", 4ª ed., Editora Globo, SP



Poetize...poetize...poetize!

Um feliz 2010 a todos!

Beijos!

Rouge Cerise