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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Complexo


Recebi vários e.mails e ligações de amigos preocupados quando teve início a ocupação do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro pelo polícia e pelas Forças Armadas. Como a maioria não deve saber, explico: Trabalho bem na entrada do Complexo do Alemão, a menos de um quilômetro da base montada para a invasão.
Alguns queriam saber como estava o clima, como foi a ação e o que eu acho que acontecerá daqui para a frente.
Vamos por partes. Nos dias da invasão, o clima estava bastante tenso e foi um pouco difícil o acesso à região. Passado toda a ação, filmada e repassada "espetacularmente" (Debord sendo cada vez mais comprovado) pela grande imprensa, o clima é de aparente tranquilidade atualmente. Todo o comércio, trânsito, escolas e demais atividades legais continuam seu curso normal.
Quanto à parte do que acontecerá daqui para a frente, fica difícil fazer um jogo de adivinhação. Em parte, estou otimista e acredito que a situação ficará bem melhor do que estava anteriormente. Contudo, uma dose de cautela deve ser empregada nesses casos. Operações policiais e ocupações pelo Estado já foram tentadas nesses mesmos locais e o que se viu não foi nenhuma melhora. Pelo contrário. Mas acredito que dessa vez a situação seja um pouco diferente. O clima entre os moradores do local é diferente. A colaboração em massa da população, seja através do Disque- denúncia, ou, até mesmo a receptividade dada aos policiais, é um indício de que podemos ter uma melhora efetiva.
Cabe aos governantes da vez, realizar todas as mudanças necessárias, para que um processo de pacificação seja muito mais do que ações cinematográficas transmitidas em tempo real pelas emissoras de TV.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Tragédia do cotidiano

Foto: Reprodução Jornal O Globo

Wesley Gilbert Rodrigues de Andrade. O nome não é de nenhuma celebridade, artista de TV e nem jogador de futebol. Wesley era um menino de 11 anos que morreu em consequência de bala perdida quando o mesmo estava estudando dentro de uma escola pública na cidade do Rio de Janeiro.

Dentro da sala de aula, foi atingido no peito quando a polícia fazia uma incursão nos morros da Quitanda e Pedreira, localizados no entorno da escola.

Como não é nenhuma celebridade, ocupou as manchetes durante um ou dois dias e já caiu no esquecimento. Wesley passou a ser mais um número na estatística do Rio.

Qual a solução dada pelo Estado neste caso? Estão estudando a construção de um muro em volta da escola para evitar novos acidentes. Ou seja, é mais ou menos aquela história do marido traído que ao flagrar a esposa no sofá com o amante, vende o sofá.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Blogueando n´A Lenda

Foto: O Globo

Para quem é do Rio, o post a seguir não deixa de ser novidade. Se bem, que acredito que as condições dos transportes públicos nas cidades brasileiras não deva ser tão diferente.

E como todos os Argonautas sabem, sou fã número 1 do Blog A Lenda, do excelente Rafael Fortes. O post a seguir fala sobre as condições do transporte público do Rio e uma excelente música de Gabriel, o Pensador.

Clique aqui e confira o post na íntegra.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Uma cidade de luto


Uma cidade de luto!
Imagens desoladoras e que retratam bem o que uma população inteira está passando.
Muito já se falou sobre a tragédia que as chuvas trouxeram para a cidade do Rio.

A imagem acima foi a que melhor retratou os acontecimentos da última semana.
A charge feita por Alpino Cartunista é de uma beleza e sensibilidade profunda.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Haiti é aqui!

Foto: Último Segundo (IG)

Quando o Haiti foi arrasado pelo terromoto no começo do ano, uma rede de solidariedade imensa se formou para a ajuda do carente país americano.


Vários postos de coletas de mantimentos, roupas e outros gêneros de primeira necessidade, pessoas se cadastrando para ir ao Haiti e ajudar os necessitados e todo tipo de ajuda.

Agora o Rio de Janeiro passa por uma situação de caos e emergências. Centenas de mortos, morros deslizandos, feridos e desabrigados sem nenhuma perspectiva de vida. Só quem acompanha de perto, consegue avaliar a dimensão da tragédia que estamos passando.


Não seria hora de todos os voluntários que estavam dispostos a viajar para o Haiti, tentar atuar por aqui?

Mais do que nunca, a frase da música de Gil e Caetano se faz real: O Haiti é aqui!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Museu de grandes novidades - Parte II


Vou propor aos Argonautas de plantão um exercício de corte e colagem.
1. Leiam o post antigo do Argônio, de janeiro de 2009. Clique aqui.
2. Analise a foto acima.
3. Leiam as notícias sobre as enchentes do Rio desta semana.
Perceberam que as notícias não mudam, mesmo com o passar dos tempos?
No ano de 1966, a cidade sofreu com uma enchente de enormes proporções e muitos mortos, feridos e desabrigados.
Passado 22 anos, no ano de 1988, o mesmo se repetiu. Enchentes, mortos e as mesmas desculpas dos governantes de plantão.
Coincidentemente, 22 anos depois, a cena trágica volta para assombrar os cariocas e fluminenses em geral. Enchentes, mortos, desabamentos e o mesmo blábláblá dos políticos.
Chegou a hora de começarmos a planejar a cidade e o Estado para suportarmos eventos da natureza deste porte.
Planejamento, conscientização do povo (o lixo jogado nas ruas volta de alguma maneira), obras essenciais, programas habitacionais e diversas ações necessárias para que possamos conviver bem e, principalmente, evitar a perda de vidas em cada temporal.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Eu só quero é ser feliz...


A figura acima foi retirada no dia 15 de março do Twitter. O post do (bom) jornalista Roby Porto é uma clara referência ao fato do jogador rubro-negro Vágner Love ter sido filmado chegando a um baile funk, no qual traficantes armados andavam sem a menor cerimônica pelo local.
Algumas análises devem ser feitas:

(01) Quer dizer que uma pessoa tem de se privar de ir aos locais pois o mesmo está dominado pelo tráfico?

Análise: Não andaremos mais no Rio de Janeiro (para ficar na análise de um local que conheço e posso falar com mais propriedade). Praticamente todas as favelas e bairros de menor renda são dominados pelo tráfico. Quem já foi a esses locais, sabe que é "normal" encontrar pessoas andando armadas nas ruas. Basta ver fotos e filmagens em todos os telejornais.

(02) Jogador de futebol não pode ir à favela?

Análise: Concordo que por ser uma pessoa pública, um jogador de futebol deveria zelar por sua imagem. Mas ele não pode deixar de visitar os locais que deseja. Existe um direito de ir e vir, garantido por Constituição. O jogador diz que possui obras assistenciais no local e que pretende continuar visitando. Cabe aos governantes do país, melhorar o sistema de segurança e garantir aos moradores de bem dos locais carentes a segurança necessária.

Para encerrar, quando leio algo desse tipo, tenho a nítida sensação de que as pessoas falam "favela" como se fosse um xingamento e que o desejo é que se cerque esses locais e que as "pessoas de bem" sejam isoladas das mazelas e do convívio com a "escória" da sociedade.
Temos que pensar bem no que desejamos para o futuro de nosso país.

Mais uma vez lembrando: As eleições estão chegando. Consciência!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

021

Capa do jornal Extra do dia 25 de fevereiro.
Parabéns à equipe da editoria de cidade do jornal Extra, que com muita dedicação e afinco conseguiu imagens e matérias estarrecedoras.

Com a palavra o poder público!

Obs: Lendo o jornal (sim, comprei a versão impressa, pois achei que deveria homenagear os jornalistas que trabalharam na matéria), lembrei da música 021, do Planet Hemp.
Rio, cidade desespero...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Rio - Cidade (quase) Maravilhosa


No século XIX e até meados do século XX, a cidade do Rio de Janeiro era a mais importante do país. Sede do Império, depois capital do país, éramos a cidade mais glamourosa, desejada e comentada. Com o passar dos tempos, o que se viu foi apenas a decadência da outrora denominada Cidade Maravilhosa.
Hoje em dia aparecemos na mídia somente pelo lado negativo. São notícias de tráfico, tiroteios, prostituição infantil e outros destaques deste tipo. Até mesmo nosso futebol passou a ganhar mais destaque não pelos títulos e vitórias, e sim pelos vexames.
Um de nossos orgulhos, o Carnaval, ganha destaque internacionalmente mais pelo fato da prostituição, do que pelo show em si. Até as famosas escolas de samba da cidade, perdeu espaço para as escolas de outros municípios, vide os último títulos da Beija Flor.
Andamos pelas ruas e observamos a decadência do local. São favelas, moradores de rua, asfaltos esburacados, prédios mal conservados, tiroteios e muito mais. Os moradores vivem em constante estado de alerta e em toque de recolher virtual. Observamos os semblantes dos cariocas e ao invés da alegria habitual, notamos medo e tensão.
O que fazer para reverter esta situação e voltarmos a ser aquela cidade especial? Com certeza, muito mais do que pendurar faixas de Basta nas sacadas dos prédios e reclamar da situação. Devemos nos unir e buscar soluções.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Rio de Janeiro por Bauman


Blogueando nos sites de amigos, encontrei esta verdadeira pérola no Blog A Lenda, de meu amigo Rafael Fortes.
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman recebeu um pedido para responder a três perguntas da Agência Notisa sobre a situação do Rio de Janeiro, em relação à violência e às favelas. Estudioso como é, pediu um tempo para pesquisar sobre o assunto e poder responder com mais propriedade.
Como resultado, três artigos como resposta e que traduz o sentimento do sociólogo sobre um dos assuntos mais controvertidos de nossa sociedade brasileira, a violência.
Vale a pena clicar no link do A Lenda e conferir as respostas na íntegra.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

COLUNA DA ROUGE CERISE





A coluna Rouge está atônita!
Sem palavras, rimas ou redondilhas.
Falarei do sentimento às famílias cariocas.
Mas qual sentimento?
Solidariedade,fraternidade ou indignação?
Sinceramente não encontro o sentimento correto.
Somente parafrasearei à Drummond:

Mãos Dadas
Carlos Drummond de Andrade

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.


Convido a você, amigo a clamar pelo estabelecimento da paz no Rio de Janeiro.

Abraços de paz!

Rouge Cerise

domingo, 18 de outubro de 2009

Deus nos ajude!

Foto: Site O Globo.com

A foto acima parece saída de uma cena de ficção. Mas, infelizmente, foi feita em pleno Sábado, de manhã.

Uma verdadeira guerra foi iniciada na madrugada de sexta para sábado e que refletiu em alguns bairros da Zona Norte do Rio de Janeiro.

Traficantes rivais tentaram tomar o controle do Morro dos Macacos (Vila Isabel) e o revide prolongou a guerra por horas. Quando a polícia chegou, um helicóptero foi abatido em pleno voo e dois policiais morreram na hora.

As cenas acima parecem roteiro de filme, mas não choca mais quem mora e vive esse dia a dia nos bairros controlados pelo tráfico de drogas.

Já passou da hora da sociedade civil reagir e cobrar, de maneira mais efetiva, uma atitude dos governantes (seja em qual esfera for).

Enquanto isso, resta aos cariocas rezar e pedir proteção a Deus.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Snake Plissken no Rio

Quando era garoto, lembro de que um dos filmes que eu mais gostava assistir era Fuga de Nova York.

A história de ficção mostrava uma sombria Nova York transformada em um presídio de segurança máxima, em um futuro próximo. Lembro da cidade cercada por muros muito altos, cercas e todas as cenas se passam durante a noite, conferindo um ar mais sombrio ainda.

Dentro de Nova York, a bandidagem que era mantida ali, tinha acesso a todos os lugares. Não havia policiamento, do tipo "quem está dentro não sai e quem está fora não entra", a não ser se fosse condenado a ficar trancafiado nesta prisão.
Neste filme, o avião do presidente dos Estados Unidos sofre um acidente e cai dentro da prisão. O governo contrata um herói de guerra (Snake Plissken encenado por Kurt Russel), mas condenado pela justiça, para salvar o presidente.

Sempre que acompanho os noticiários do cotidiano do Rio de Janeiro, fico imaginando quando veremos a Cidade Maravilhosa se transformar numa réplica medonha dessa Nova York sitiada. Da maneira como vemos a população acuada e o domínio criminoso nos mais diversos bairros, independente de localização e valor de IPTU, não demora muito para chegarmos lá.

A dúvida que fica é se teremos um Snake Plissken para nos salvar.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Rio – Cidade decadente


Morei a maior parte da minha vida no simpático bairro de Vila Isabel (foto). Com isso, passei a admirar o local, já que foram bons tempos. Local agradável, pessoas simpáticas, noite agitada com vários bares e restaurantes abertos por toda a madrugada.
Saí de lá há sete anos atrás. De lá pra cá, o que se tem visto é uma decadência total. Ruas em péssimo estado de conservação, imóveis desvalorizados e a única agitação que se vê nas noites, são os intensos e constantes tiroteios.
O local encontra-se entregue ao poder paralelo e os moradores abandonados à própria sorte. Ninguém tem mais coragem de sair de casa a noite, visitantes evitam chegar e sair muito tarde, ou seja, quase um estado de sítio.
Falo de Vila Isabel, contudo esta história pode ser ampliada a vários outros locais da cidade do Rio de Janeiro. Várias pessoas têm fatos semelhantes para contar. Além disso, vemos uma verdadeira debandada de empresas e indústrias, que estão preferindo a segurança de outros locais, a permanecer na insegurança do Rio de Janeiro.
Até quando ficaremos de braços cruzados assistindo ao depredamento de nossa cidade? Vendo um jogo de empurra entre esferas políticas e cada vez mais o povo perdido no meio? Temos que lutar por melhores condições de vida, não só em relação à segurança pública, mas sim de melhores condições de vida como um todo e exigir a verdadeira Cidade Maravilhosa de volta.

sábado, 11 de julho de 2009

Maracanã, o templo do futebol


Foto: Cláudia Schembri/Divulgação

O Maracanã é um dos estádios de futebol mais famosos do mundo. Sempre que no exterior alguém fala em futebol, logo a imagem do gigante de concreto vem a mente de todos.
Neste final de semana será realizado um show com o cantor Roberto Carlos em pleno gramado do Maracanã. Nada contra o rei da MPB, mas o gramado do Maracanã não é lugar para a construção de palcos. Show apenas com a bola rolando.
Depois desses eventos, o gramado do estádio fica em estado lastimável e sempre demora algum tempo para se recuperar, além do custo para tal.
O Rio de Janeiro tem outras opções para a realização desses shows. Não seria necessário destruir o gramado para prestar essa homenagem a Roberto Carlos.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Statu Quo


Statu quo é definido segundo o site Wikipedia como sendo uma "expressão latina que designa o estado atual das coisas, seja em que momento for. Emprega-se esta expressão, geralmente, para definir o estado de coisas ou situações."

Agora leia a passagem abaixo:

"O problema social não tem razão de ser aqui? Os senhores não sabem que este país é rico, mas que se morre de fome? É mais fácil estourar um trabalhador do que um larápio? O capital está nas mãos de grupo restrito e há gente demais absolutamente sem trabalho. Não acredite que nos baste o discurso de alguns senhores que querem ser deputados."

Analisando a frase e a situação descrita, tente adivinhar quando a mesma foi escrita.
O texto foi retirado do livro A alma encantadora das ruas, escrito por João do Rio, no início do século XX.
Impressionante como as coisas não mudam ou como o statu quo é mantido por tanto tempo.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Elefante Branco na Barra



A obra mais polêmica do Rio de Janeiro continua dando "pano pra manga". A Cidade da Música, idealizada pelo não menos polêmico ex-prefeito César Maia, já consumiu mais de R$ 400 milhões e não se encontra concluída.

Em uma jogada política, ao final de seu mandato, Maia chegou a anunciar a inauguração do espaço, contudo, o evento foi um verdadeiro fiasco, com obras inacabadas e reclamação dos músicos que se apresentavam para uma diminuta platéia.

Com a entrada do atual prefeito, Eduardo Paes, as obras foram paralisadas para a realização de uma auditoria nas contas prestadas pelo antigo alcáide.

Agora, o Ministério Público do Rio de Janeiro move uma ação contra o ex-prefeito, secretários de obras e responsável pelas empreiteiras envolvidas nas obras. A ação cobra a devolução de R$ 145 milhões aos cofres públicos, devido a supostas irregularidades.

Mais um capítulo na história deste contestado espaço construído na Barra da Tijuca, situado ao final da Avenida Ayrton Senna, uma das principais entradas do bairro.

E você? O que acha desta obra? Um patrimônio cultural para a cidade ou um elefante branco?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Por que tanta felicidade?


Foto: Domingos Peixoto / Globo.com
Avalie a foto acima.
Agora responda se a aparência do indivíduo acima se parece com alguém que acabou de ser preso pela Polícia do Rio de Janeiro, após meses de procura?
Do que será que Ricardo da Cruz, mais conhecido como Batman, está pensando?
Será que está rindo dos policiais que foram enganados durante o tempo em que ficou foragido?
Ou será da fuga pela porta da frente do presídio de "segurança máxima" Bangu 8?
Ou então ainda é reação pelo vídeo postado no YouTube (clique aqui e confira o post sobre o assunto)?
Aguardo comentários e sugestões de pensamentos que se passam pela cabeça de Batman.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Quanto despreparo!



Essa deu no site www.oglobo.com.br.

Agora parece que foi decretado de vez que para os moradores da Zona Sul, o que fica do lado de lá do túnel é tudo igual e pertencente à Zona Norte.

Não existe mais diferença entre Penha (Mercado São Sebastião) e Madureira (Mercadão de Madureira).

De repente, o próximo passo é colocar um muro separando o "Rio Sul" do "Rio Norte".

Parece que uma aulinha de geografia da cidade do Rio de Janeiro nas redações cairia bem.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Casa Grande & Senzala

A cada dia eu me surpreendo mais até onde chega a capacidade do Estado tratar os cidadãos brasileiros, principalmente na cidade do Rio de Janeiro.
O episódio que ocorreu na manhã de ontem, quando passageiros (que pagam passagens!) da Supervia (concessionária que administra os trens da cidade) foram agredidos por funcionários que, segundo a própria empresa afirmou, estavam preparados para tratar os passageiros com cordialidade e ajudá-los em caso de problemas, é chocante.

Dirão alguns que a reação se deu pelo fato de alguns passageiros estarem impedindo o fechamento das portas das composições e que estavam colocando em risco a segurança de todos. Contudo, a reação desmedida não tem desculpa. O pior foi ter de ver a participação de um policial militar na confusão e que não fez nada para impedir as agressões.

A entrevista do gerente de marketing da Supervia também foi digna de nota. Quando questionado a respeito no jornal da tarde da Rede Globo, o secretário afirmou que a questão da greve está deixando a todos estressados e tentou transferir a responsabilidade para os maquinistas que aderiram ao movimento grevista.

Depois dos muros instalados nas "senzalas" (favelas) e das chibatadas nos passageiros, estou esperando a hora de ver a instalação de troncos em pleno Largo da Carioca.

Veja aqui o vídeo exibido no G1.


Leia aqui mais sobre este assunto no blog A Lenda