Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Flip 2010


O mês de agosto é uma prato cheio para os amantes da literatura. Com a realização da Copa do Mundo nos meses de junho e julho, a Festa Literária de Paraty foi deslocada para este mês.
A Flip, como é mais conhecida, já se tornou uma referência quando o assunto é livro e autores consagrados. Palestras, exposições e debates se misturam perfeitamente com o belo cenário natural da cidade. São dias dedicados exclusivamente para os livros.
Com uma programação variada, a Feira terá início hoje e já está com mais de 30 mil ingressos vendidos.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Apelo às trevas

Alçado ao estrelato após ter tido seu maior sucesso (Sobre meninos e lobos) filmado por Clint Eastwood, Dennis Lehane teve vários de seus livros anteriores publicados no Brasil.
Lehane nasceu em um subúrbio pobre de Boston, mais precisamente em Dorchester. A maioria de suas obras são ambientadas neste local, o qual ele conhece como ninguém e por isso expõe todos os problemas que atormentam o local.
Apelo às trevas é o segundo livro do escritor protagonizada pela dupla de detetives particulares Angela Gennaro e Patrick Kenzie, que apareceram pela primeira vez em Um drink antes da guerra.
Neste romance, Kenzie e Angie são contratados por uma psiquiatra de Boston, que passa a ser ameaçada sem aparente motivo. Começa então uma intrincada investigação, que levam a dupla de detetives a se envolverem com misteriosos assassinatos. Ao final da aventura, a vida dois nunca mais será a mesma.
Com seus estilo de narrativa veloz e empolgante, Lehane se firmou como o mais influente escritor policial da atualidade.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Stupid White Men – Uma Nação de Idiotas


“Faço não ficção em um país que numa eleição fictícia elegeu um presidente fictício que nos mandou pra uma guerra fictícia. Tenha vergonha, Mr. Bush.”. Com esse discurso em cadeia mundial, Michael Moore recebeu o Oscar de melhor documentário por Tiros em Columbine, no ano de 2002.
Michael Moore é um escritor e roteirista americano que sempre investiu na polêmica em sua carreira. Nascido e criado em um bairro pobre, sempre foi uma voz a se levantar contra a corrida armamentista e os altos índices de desemprego em seu país.
Após a primeira vitória de George W. Bush a presidência dos Estados Unidos, Moore voltou seu “arsenal” para a Casa Branca.
Em Stupid White Men, Moore levanta dados e suspeitas em relação a uma possível fraude nas eleições americanas. Enumera quem é quem nos principais cargos do alto escalão e denuncia o descaso como são tratados os pobres e desempregados.
Este principal crítico do governo americano virou um sucesso literário ao ter atingido a marca impressionante de mais de 6 milhões de livros vendidos.
Este livro foi escrito às vésperas dos atentados terroristas em 11 de setembro. Curiosamente tinha sua data de lançamento marcado para o dia dos ataques das torres gêmeas. Foi adiado e sua editora queria que fosse revistas partes que consideravam ofensivas para o país, após os acontecimentos. Como se recusou, Moore entrou em uma batalha e conseguiu ver seu livro ser lançado na íntegra em fevereiro de 2002.
Alguns trechos deste livro foram usados como fonte para o documentário Fahrenheit 9/11.
Uma boa oportunidade para se conhecer a fundo a história do gigante americano e desmistificar a super potência. Tomamos contato com histórias de corrupção, desemprego, descaso com a população e outras mazelas típicas de Terceiro Mundo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A grande arte

O Brasil estava saindo de um período de quase 20 anos de ditadura. A abertura era lenta e gradual, como afirmara os generais que estavam no comando do país desde o golpe de 1964. Rubem Fonseca, no ano de 1983, com extrema coragem, lançou o seu segundo livro A grande arte. Tratando de assuntos polêmicos como a violência nas grandes cidades e prostituição, Fonseca não deu bola ao regime ditatorial e seguiu em frente.
Rubem Fonseca, um mineiro de Juiz de Fora e nascido no ano de 1925, se formou em Direito. Porém no ano de 1952, entrou para a Polícia trabalhando como Comissário no Distrito policial de São Cristóvão. Após longo tempo atuando nos gabinetes da polícia, estudou um tempo nos Estados Unidos. Saiu da polícia e começou a trabalhar na Light e se envolver com a Literatura. Autor de inúmeros clássicos da literatura brasileira, Fonseca já foi agraciado com diversos prêmios literários, inclusive o prêmio Jabuti pela A grande arte.
O romance publicado em 1983, nos trás a história do advogado Mandrake, que se vê envolvido no caso de um serial killer que atua nas ruas do Rio de Janeiro, matando mulheres e deixando uma peculiar assinatura nos rostos das vítimas: uma letra P marcada a faca. Mandrake, com sua vocação para detetive, começa então a investigar os crimes, para poder ajudar um cliente. Cada vez que ele fica mais próximo da verdade, a sua vida vai correndo mais riscos.
Excelente obra da literatura brasileira. Com sua maneira envolvente de escrever, Fonseca vai envolvendo o leitor no que parece ser uma teia. Conforme vai avançando no livro, ele vai emaranhando ainda mais o leitor na sua história. Com pitadas de erotismo e de humor, Fonseca descreve um submundo que poucos sabem da existência. Com sua experiência de vida policial, Rubem Fonseca descreve muito bem o que acontece na noite e nas entranhas do mundo do crime.
Para os leitores que sentem certo preconceito com a literatura brasileira, é uma boa oportunidade de saber que aqui, em terras tupiniquins, também temos livros policiais de qualidade.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Os sete minutos

Um dos maiores e mais polêmicos escritores, o americano Irving Wallace, nascido em 1916, entrou para o rol dos maiores vendedores de livro do século XX. Com uma escrita direta e envolvente, Wallace sempre abordava temas da atualidade e polêmicos. Por isso, ficou conhecido como um criador de casos com a censura e a sociedade americana.
Em Os sete minutos, Wallace destila seu veneno e aborda um tema nevrálgico para os puritanos americanos. Querendo contestar a censura e a livre expressão, ele aponta uma questão controversa a todos: Pode uma obra literária ser culpada pelo comportamento criminoso de um indivíduo?
A história começa com a venda de um suposto livro, considerado o mais obsceno de todos os tempos, entrando até para o Índex da Igreja Católica (lista das obras consideradas proibidas), pois descreve com perfeição as sensações de uma mulher durante o sexo. A partir daí, um criminoso é preso e alega ter sido influenciado pelo livro para cometer um estupro e homicídio. Têm início então, uma feroz batalha jurídica e uma intensa investigação a respeito do caso.
Destaque para o final surpreendente!
Excelente livro e que apesar de ser grande, sustenta o ritmo durante toda a história. Boa oportunidade para os profissionais de Comunicação, pois aborda temas como censura e livre expressão

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

COLUNA DA ROUGE-PASÁRGADA





Vou-me Embora pra Pasárgada
Manuel Bandeira


Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.



Um poema surreal, que implica a fala como identidade no texto literário.
Pasárgada trata-se de um reino imaginário e concomitantemente uma concepção de real que contrapunha a realidade triste de Bandeira,um poeta que sofria de uma sérios problemas de saúde a ao sentir a vida se esvaindo,exprimia seu sofrimento na escrita.

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente


O “eu-lírico” utiliza o espaço das memórias dos seus sonhos de criança para revelar seu anseio de liberdade e satisfação.

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo


A vontade de inconseqüência inerente ao ser humano é expressa através de uma linguagem imagética,utilizando como pano de fundo a fantasia.

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero



Este poema foi escrito na década de 1930, no 2º momento do Modernismo literário brasileiro, onde as mudanças nas quais o país passou, se apresentaram na literatura em forma de desabafo, e nesse caso um “desabafo utópico”.


Invente,descubra a sua Paságarda!

Abraços!

Rouge Cerise

domingo, 29 de novembro de 2009

Coma


Robin Cook nasceu no ano de 1940, em Nova York e se transformou em um dos maiores escritores de romance de aventura e suspense do século XX. Formado em Medicina pela Universidade de Columbia, Cook juntou as duas maiores paixões de sua vida: Medicina e Literatura. Com extrema precisão, foi autor de diversos livros de sucessos, quase sempre tendo como pano de fundo a medicina. Livros como Febre, Cérebro e Mutation viraram best-sellers e venderam milhões em todo o planeta.
Alguns de seus livros chegaram a virar filmes, pelas mãos de reconhecidos diretores Hollywoodianos.
O livro Coma, considerado o seu maior sucesso, é uma excelente oportunidade de tomarmos contato com o mundo de Cook. Neste livro, ele nos trás uma história de suspense e ação, que prende o leitor já nas primeiras páginas e faz com que o mesmo devore o livro rapidamente.
A vida no prestigiado Hospital Memorial de Boston segue tranqüila, sem problemas, até que em um gelado inverno, Susan Wheeler, estudante de Medicina, começa a desconfiar de uma série de pacientes que saem da sala de operações nº 08 com o cérebro destruído. Susan começa então uma pequena investigação por conta própria e começa a descobrir uma enorme organização criminosa responsável pelo tráfico de órgãos. A partir daí, ela começa a correr risco de vida e passa a ser impiedosamente perseguida pela organização. Susan se vê no meio de uma corrida para salvar sua própria vida.
Excelente livro e uma dica imperdível para fãs da Literatura de suspense!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Uma gota de sangue


O livro Uma gota de sangue deveria ser leitura obrigatória nas instituições de ensino em todo país. Com uma minuciosa pesquisa, Demétrio Magnoli apresenta um raio-x da história da discriminação racial na história da humanidade. Seja na África do Sul, EUA ou mesmo no Brasil, casos de racismo foram e são comuns até os dias de hoje.
Além de abordar com maestria o assunto, Magnoli joga luz sobre o polêmico assunto das medidas compensatórias, tais como as cotas raciais em universidades públicas, instituições governamentais etc.
Até que ponto a adoção dessas medidas é eficaz para reduzir o racismo cotidiano?
Apresentando casos em todo o mundo e a visão de diversos pensadores sobre o assunto, tais como o ícone americano Martin Luther King, o livro é um excelente embasamento para fazer a sociedade refletir e decidir o que de melhor pode ser feito no campo da inclusão racial na atualidade.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Os jornalistas


Nascido no dia 20 de maio de 1799, Honoré de Balzac teve uma vida muito agitada e complicada. Oprimido pelo pai camponês e que se tornou funcionário público, teve de estudar Direito por imposição. Com seu amor pela Literatura, resolveu abandonar tudo e saindo de casa, viveu na França, sobrevivendo graças aos contos e peças de teatro que escrevia. A partir de 1829, começou a escrever romances, novelas, peças de teatro e também artigos que eram publicados nos jornais da época. Em 1834, escreveu aquela que é considerada a sua maior obra: A comédia humana, livro no qual ele condensou seus romances em apenas um, dividindo por capítulos temáticos.
Conhecido por seus escritos realistas e políticos, Balzac destacava-se pelo amor que sentia pela escrita. Era capaz de ficar mais de quinze horas por dia escrevendo suas obras. Talvez isso explique o imenso volume que o mesmo produziu.
Em Os jornalistas, Balzac descreve com ironia e crueza o perfil dos jornalistas na época, que se levarmos em conta o período que foi escrito podemos nos assustar como as características são as mesmas que encontramos ainda nos dias de hoje. Trabalhando sempre com as espécies encontradas na mídia, ele traça uma espécie de caricaturas dos profissionais da época.
Balzac também ficou muito conhecido por defender o tipo de produção Feudal, achava que a massa e o povo não tinham a habilidade de se governarem e de gerirem um sistema legal. Morreu no ano de 1850 e deixou um enorme legado à humanidade.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Tempo fechado


O ramo da espionagem e ação é responsável por uma boa parte das publicações literárias em todo o mundo. Um escritor que popularizou e se tornou um dos mestres nesta arte foi justamente Ken Follet.
Nascido no País de Gales e morador de Londres desde criança, Follet sempre apresentou um gosto pela literatura. Sem ser um aluno brilhante na escola, passou a se dedicar horas ao estudo sozinho. Conseguiu entrar no University College London e cursou Filosofia. Sempre envolvido com política, fez uma pós-graduação em Jornalismo e trabalhou como jornalista em diversos jornais da Grã-Bretanha. Em 1978, publicou seu primeiro livro Eye of the needle. A partir daí não parou mais de escrever romances, sempre com muito sucesso.
Em Tempo Fechado, Follet nos conta uma história de uma empresa de Biotecnologia, sediada na Escócia, com subsídio americano, que pesquisa vírus e vacinas. Contudo, o vírus Madobe-2, criado pela Oxenford Medical sai de controle quando um técnico do laboratório aparece morto em casa após ser contaminado com o vírus letal. A partir daí começa uma seqüência emocionante de acontecimentos que coloca em risco toda a população da Europa.
Follet apresenta uma técnica toda característica ao apresentar vários personagens, que a princípio não tem nenhuma relação uns com os outros, mas que com o desenrolar da história vão se encontrando e tendo espaço decisivo na trama. Nenhuma ponta da história fica solta ou perdida no livro. Isto faz com que o livro traga a cada página, sempre uma surpresa, sem aqueles momentos de tédio que encontramos em diversos livros.
Uma excelente pedida para quem gosta de entrar no mundo da espionagem, ação e aventura. Se quiser conhecer melhor este universo, nada melhor do que um dos principais escritores do estilo europeu para apresentá-lo.

sábado, 14 de novembro de 2009

Quando Nietzsche chorou




O psicoterapeuta e professor de psiquiatria na Universidade de Stanford, Iryin Yalom, começou a planejar um livro com uma idéia inusitada e audaciosa. Yalom desejava juntar filosofia, psicanálise e romance, para produzir um best seller. De início, para muitos, a idéia soava estranha e um tanto quanto exótica. Porém, com o lançamento do livro no mercado e seu estrondoso sucesso de venda, ficou provado que o autor alcançou seu objetivo. Quando Nietzsche chorou é a publicação de estréia de Iryin Yalom e nos trás uma história muito bem contada e emocionante. A história se passa no fim do século XIX, mais precisamente no ano de 1882, quando Lou Salomé procura o renomado médico Josef Breuer para o mesmo ajudar o filósofo Friedrich Nietzsche. Segundo Salomé, Nietzsche passa por uma depressão profunda e chega a ter pensamentos suicidas. Breuer aceita o caso e com a ajuda de seu discípulo, Sigmund Freud, tenta curar Nietzsche com métodos não convencionais para a medicina da época, em um tratamento que seria a base da psicanálise. Com a mistura de personagens reais e situações fictícias, o autor consegue passar mensagens de fundo filosófico, além de apresentar ao grande público um pouco da obra de Friedrich Nietzsche, considerado um dos maiores filósofos de todos os tempos. Excelente oportunidade para mergulhar no mundo de Nietzsche e em seguida aprofundar em outras obras do grande pensador da humanidade.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

As aventuras de Sherlock Holmes

Mesmo para os que não são aficcionados por leitura, o nome Sherlock Holmes diz alguma coisa. O detetive mais famoso do mundo da literatura ganhou vida pelas mãos e mente de seu criador Arthur Conan Doyle.
Doyle, nascido em Edimburgo no em maio de 1859, estudou medicina e após se formar, começou a se dedicar exclusivamente à literatura. Inovou ao criar o seu personagem mais famoso, Sherlock Holmes, ao juntar suspense, aventura e psicologia. Além de romances policiais, Doyle foi autor de novelas, peças de teatro e diversos outros livros de ficção.
Em 1887, Doyle começou a se interessar também pelo Espiritismo. Ao estudar a fundo a doutrina, escreveu ainda A História do Espiritismo, obra composta de dois volumes e que apresenta a doutrina a fundo aos iniciantes da época.
Morreu no ano de 1930, deixando um imenso legado e tendo o título de Sir conferido pela Coroa Britânica.
Nesta coletânea, encontramos nove histórias de Sherlock Holmes e seu fiel escudeiro sir Watson. Sempre com muita sagacidade, Holmes acaba por desvendar os mais profundos mistérios do mundo do crime ocorridos na Inglaterra de sua época. Com muito raciocínio e esperteza, nada passa incólume ao poder de observação do detetive e nenhum crime fica sem solução.
Que tal embarcamos nestas fantásticas aventuras e mergulharmos no mundo de Holmes e Watson?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A torre negra (Volume 1): O pistoleiro


Stephen King há muito é reconhecido como o mestre do suspense e do horror por crítica e público. Porém, um de seus projetos mais ambiciosos apresenta-se aos leitores na forma de uma história fantástica, nos moldes de Tolkien e seu brilhante Senhor dos Anéis. Esta semelhança não é por acaso, já que King já no prefácio diz que sua obra foi inspirada mesmo em Tolkien.
A torre negra divide-se em 7 volumes, o que resulta em mais de 2500 páginas escrita de forma envolvente e surpreendente, com a assinatura da escrita peculiar de King.
Neste primeiro volume, o Mundo médio começa a nos ser apresentado, através de seu personagem principal. Conhecido por todos como O Pistoleiro, Roland Deschain, começa sua saga atrás do Homem de preto e da Torre Negra, que será o local que poderá evitar a completa destruição do já combalido Mundo Médio.
Na sua incansável busca, o Pistoleiro passará por locais assombrosos e conhecerá pessoas não menos estranhas. Algumas irão cruzar seu caminho para ajudá-lo, contudo a maioria irá tentar impedir o seu êxito na busca da Torre.
Aventura fantástica e que irá despertar a curiosidade para a leitura dos outros seis volumes que completam a saga.
Uma curiosidade: A obra completa demorou mais de 15 anos para ser escrita, o que causava certa comoção nos leitores. Vários deles chegavam a escrever cartas durante o lançamento de um volume e outro, para saberem como a história iria terminar. Stephen King chega a comentar, no prefácio da história, que uma senhora a beira da morte, escreveu-lhe para saber o final da história, já que ela acreditava que não sobreviveria para ler o último volume.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Congo


Um escritor de sucesso. Assim podemos definir Michael Crichton. Americano, nascido em Chicago no ano de 1942, Crichton formou-se em Medicina, na Universidade de Harvard, porém sua paixão pela literatura sempre falou mais forte. Escreveu vários livros de sucesso, sendo muito deles adaptado para o cinema. Alguns exemplos de sucesso: Jurassic Park, Twister e o próprio Congo. Além de escrever livros de sucesso, Crichton criou a série televisiva ER (Plantão Médico) e chegou a dirigir alguns filmes em Hollywood.
No livro Congo, a história se passa em uma selva no coração da África. Após o sumiço de uma expedição, que estava atrás de uma cidade perdida com diamantes escondidos, a cientista Karen Ross aventura-se na selva em busca de pistas sobre a expedição e a cidade perdida de Zini. Com a ajuda de um especialista em primatas, Dr. Peter Elliot, e sua gorila amestrada, Amy, Ross se vê no meio de uma aventura sem precedentes.
Livro com muito suspense e aventura. Narrativa intensa e que tem um efeito interessante, geralmente quando lemos o livro antes de ver a adaptação cinematográfica, nos decepcionamos com o filme, uma vez que o livro é infinitamente superior.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Abusado


O jornalista Caco Barcelos é conhecido de todo grande público por atuar no maior canal de televisão aberta do país, a TV Globo. Com 55 anos de idade e mais de 30 dedicados a profissão de jornalista, Caco tornou-se uma referência no meio da profissão como sendo um especialista em reportagens investigativas.
Seus dois livros de maior sucesso, Rota 66 e Abusado, tornaram-se leitura obrigatória para os estudantes e profissionais do ramo de Comunicação, por ser uma verdadeira aula de como se pratica o bom e velho jornalismo investigativo. Além disso, Barcelos foi contemplado com o prêmio Jabuti e Esso pelo livro-reportagem Rota 66.
Abusado: O dono do morro Santa Marta foi escrito ao longo de cinco anos por Barcelos e compreendeu entrevistas com moradores da favela, familiares de traficantes, policiais e até mesmo entrevistas com o personagem principal do livro, identificado sob o codinome Juliano VP, um famoso traficante do Rio de Janeiro. A partir destes relatos, a história de Juliano vai sendo contada desde o início de sua trajetória no tráfico, até se tornar um dos gerentes do morro Santa Marta.
Diversas passagens que ganharam destaque na mídia na época, como o seu envolvimento com um famoso cineasta brasileiro e também a visita de Michael Jackson no morro, para a gravação de um vídeo clipe, são retratadas no livro. Além disso, a realidade das favelas e as condições sub-humanas a que estão expostas os moradores desses locais são escritos com uma crueza e veracidade que chega a chocar.
Com certeza um dos melhores livros já lançados no país e uma leitura que joga uma luz sobre um dos assuntos que mais preocupa a sociedade brasileira nos dias de hoje: a violência nas grandes cidades.

domingo, 4 de outubro de 2009

O testamento



Brigas religiosas, artefatos místicos, mensagens criptografadas e um expert em decifrar códigos. Você saberia dizer de qual livro pertence esse enredo? Errou feio quem disse O Código da Vinci ou qualquer história do professor Robert Lagndon, criado pelo escritor Dan Brown.

O livro em questão é O Testamento, do autor e sociólogo americano Eric van Lustbader e surpreende por ser um thriller de ação e suspense que prende o leitor desde o começo.

A história, um pouco batida, mostra a luta de Braverman Shaw em decifrar códigos deixados por seu pai, membro de uma seita secreta e que deixou um tesouro escondido e que pode abalar a convicção da igreja Católica em todo o mundo.
Percorrendo pistas cifradas e com a ajuda de uma protetora designada por seu próprio pai, antes de morrer, Shaw percorre diversos países em busca de respostas para todas as suas dúvidas.

Uma leitura interessante e um excelente passatempo para quem aprecia livros de ficção misturados com fatos históricos.

sábado, 3 de outubro de 2009

O Dossiê Odessa


Frederick Forsyth nasceu na Inglaterra no ano de 1938 e ingressou na RAF (Real Air Force) com 19 anos. Após um ano de serviço militar, Forsyth iniciou sua carreira jornalística, onde pode trabalhar como correspondente internacional e cobrir a fundo diversas crises da política internacional.

Em 1970, resolveu escrever livros e tomou como tema central de seu primeiro romance, o atentado ao General Charles de Gaulle. Desta iniciativa surgiu o livro mais famoso do escritor: O dia do Chacal. Desde então, Forsyth escreveu dezenas de livros sempre misturando aventura, suspense e conflitos políticos.
O dossiê Odessa retrata a história de um jornalista alemão, Peter Miller, que por coincidência do destino vê chegar a suas mãos um diário de um sobrevivente do genocídio nazista. A partir daí, Miller começa uma incessante busca de criminosos de guerra, ainda em liberdade e vê sua vida entrar em uma aventura perigosa. Destaque para o desfecho surpreendente do livro.
Romance com uma escrita envolvente, marca registrada de Forsyth e que chegou a ganhar versão cinematográfica no ano de 1974. Uma excelente pedida para o começo do ano é ler o livro e em seguida ver o filme.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Hobbit


Após a filmagem da trilogia Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien, escritor da saga fantástica, ficou mundialmente famoso, até entre os menos aficcionados por literatura. Com uma escrita complexa e rica em detalhes, os livros de Tolkien passaram a ser disputados nas livrarias de todo o mundo. Contudo, muitos acreditam que a aventura do Senhor dos Anéis, começa neste livro, o que não corresponde a verdade.

Em 1937, Tolkien escreveu O Hobbit, livro onde conta a aventura do hobbit Bilbo e descreve como o mesmo se apossa do famoso anel. Descrevendo a terra média e seus habitantes fantásticos, Tolkien consegue prender o leitor já no começo e faz com que não se tenha vontade de parar de ler, até sabermos o final da história.

O Hobbit é considerado o embrião da empreitada mais famosa de Tolkien, e muitos especialistas indicam este livro como sendo a melhor obra do escritor, superando até mesmo a obra do Senhor dos Anéis.

Uma excelente forma de se começar a compreender um pouco mais da Terra Média e hobbits, orcs, elfos, anões e outros habitantes. Uma dica para quem ainda não leu o Senhor dos Anéis é ler O Hobbit antes, assim consegue-se uma melhor compreensão de toda a história.

sábado, 26 de setembro de 2009

A Utopia


Thomas Moore, conhecido também como Thomas Morus, nasceu na Inglaterra no ano de 1478, mais precisamente na cidade de Londres. Criado na corte inglesa e formado em Direito na faculdade de Oxford, foi sempre um contestador da burguesia e da corte. Amigo e confidente de Erasmo, Moore passou a vida nesse paradoxo, ao freqüentar a corte e flertar com idéias liberais demais para a época. Justamente por esses pensamentos, Moore acabou sendo condenado à morte (1535) por se recusar a comparecer a coroação de Ana Bolena e jurar fidelidade à mesma e seus descendentes.

Moore entrou para a história ao escrever o antológico “A Utopia”. Este livro virou um clássico por ser o primeiro escrito a retratar, com ironia, as injustiças de uma sociedade burguesa e baseada nos lucros. Seria uma tentativa pioneira de propor uma comunidade baseada na justiça social, com um Estado mediador e interferindo em todos os campos.
Para propor tal modo de vida, o autor retrata uma ilha fictícia na qual todos são iguais, trabalham sem salário, são providos de todas as necessidades básicas pelo Estado e todo o luxo e supérfluos simplesmente não existem, em uma clara alusão ao modo de vida da corte.
Muitos consideram o ensaio de Moore como sendo uma das bases do Socialismo. Vale a pena uma conferida de perto neste clássico da literatura mundial.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

COLUNA ROUGE CERISE







Olá!
Repleta de prazer e honra venho a convite do Léo Lagden trazer um ar “rouge” ao nobre espaço Argônico.
Partindo do princípio que Literatura é subversão,essa coluna trará uma miscelânea de assuntos.

Eis o primeiro assunto:


“Escrevo para me livrar de mim mesma.” A afirmação da crítica de arte e escritora francesa Catherine Millet. FLIP(05/07/2009)


Discordo!
Escrever para a mulher é uma tarefa delicada.
Uma amiga de infância diz que expressa seu mundo através da escrita.
Eu mesma já me questionei se seria uma pin up ou poetisa sórdida.
Nosso mundo paralelo ganha vida através do ato de escrever.
Na adolescência, escrevemos diário: confissões cotidianas, relatos sentimentais e muitas vezes ele é nosso amigo.
Cheguei à descoberta, que esse querido caderninho não era um “amigo” recheado de letras e páginas, nem mesmo um relato de confissões banais de uma adolescente.
Era eu mesma composta em papel e construída em letras dia a dia.
E o que era um lugar comum se tornou um espelho.
Recordo-me dele.
Encontro risos, lágrimas, frustrações e tudo o que sou,porém com uma vantagem:olhar já amadurecido,aquele onde posso rir ou me envergonhar simultaneamente.
Risos sem mágoas.
Viremos à próxima página!

Abraços!

Rouge Cerise