Mostrando postagens com marcador Violência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Violência. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Tragédia do cotidiano

Foto: Reprodução Jornal O Globo

Wesley Gilbert Rodrigues de Andrade. O nome não é de nenhuma celebridade, artista de TV e nem jogador de futebol. Wesley era um menino de 11 anos que morreu em consequência de bala perdida quando o mesmo estava estudando dentro de uma escola pública na cidade do Rio de Janeiro.

Dentro da sala de aula, foi atingido no peito quando a polícia fazia uma incursão nos morros da Quitanda e Pedreira, localizados no entorno da escola.

Como não é nenhuma celebridade, ocupou as manchetes durante um ou dois dias e já caiu no esquecimento. Wesley passou a ser mais um número na estatística do Rio.

Qual a solução dada pelo Estado neste caso? Estão estudando a construção de um muro em volta da escola para evitar novos acidentes. Ou seja, é mais ou menos aquela história do marido traído que ao flagrar a esposa no sofá com o amante, vende o sofá.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Eu só quero é ser feliz...


A figura acima foi retirada no dia 15 de março do Twitter. O post do (bom) jornalista Roby Porto é uma clara referência ao fato do jogador rubro-negro Vágner Love ter sido filmado chegando a um baile funk, no qual traficantes armados andavam sem a menor cerimônica pelo local.
Algumas análises devem ser feitas:

(01) Quer dizer que uma pessoa tem de se privar de ir aos locais pois o mesmo está dominado pelo tráfico?

Análise: Não andaremos mais no Rio de Janeiro (para ficar na análise de um local que conheço e posso falar com mais propriedade). Praticamente todas as favelas e bairros de menor renda são dominados pelo tráfico. Quem já foi a esses locais, sabe que é "normal" encontrar pessoas andando armadas nas ruas. Basta ver fotos e filmagens em todos os telejornais.

(02) Jogador de futebol não pode ir à favela?

Análise: Concordo que por ser uma pessoa pública, um jogador de futebol deveria zelar por sua imagem. Mas ele não pode deixar de visitar os locais que deseja. Existe um direito de ir e vir, garantido por Constituição. O jogador diz que possui obras assistenciais no local e que pretende continuar visitando. Cabe aos governantes do país, melhorar o sistema de segurança e garantir aos moradores de bem dos locais carentes a segurança necessária.

Para encerrar, quando leio algo desse tipo, tenho a nítida sensação de que as pessoas falam "favela" como se fosse um xingamento e que o desejo é que se cerque esses locais e que as "pessoas de bem" sejam isoladas das mazelas e do convívio com a "escória" da sociedade.
Temos que pensar bem no que desejamos para o futuro de nosso país.

Mais uma vez lembrando: As eleições estão chegando. Consciência!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

021

Capa do jornal Extra do dia 25 de fevereiro.
Parabéns à equipe da editoria de cidade do jornal Extra, que com muita dedicação e afinco conseguiu imagens e matérias estarrecedoras.

Com a palavra o poder público!

Obs: Lendo o jornal (sim, comprei a versão impressa, pois achei que deveria homenagear os jornalistas que trabalharam na matéria), lembrei da música 021, do Planet Hemp.
Rio, cidade desespero...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Rio de Janeiro por Bauman


Blogueando nos sites de amigos, encontrei esta verdadeira pérola no Blog A Lenda, de meu amigo Rafael Fortes.
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman recebeu um pedido para responder a três perguntas da Agência Notisa sobre a situação do Rio de Janeiro, em relação à violência e às favelas. Estudioso como é, pediu um tempo para pesquisar sobre o assunto e poder responder com mais propriedade.
Como resultado, três artigos como resposta e que traduz o sentimento do sociólogo sobre um dos assuntos mais controvertidos de nossa sociedade brasileira, a violência.
Vale a pena clicar no link do A Lenda e conferir as respostas na íntegra.

domingo, 18 de outubro de 2009

Deus nos ajude!

Foto: Site O Globo.com

A foto acima parece saída de uma cena de ficção. Mas, infelizmente, foi feita em pleno Sábado, de manhã.

Uma verdadeira guerra foi iniciada na madrugada de sexta para sábado e que refletiu em alguns bairros da Zona Norte do Rio de Janeiro.

Traficantes rivais tentaram tomar o controle do Morro dos Macacos (Vila Isabel) e o revide prolongou a guerra por horas. Quando a polícia chegou, um helicóptero foi abatido em pleno voo e dois policiais morreram na hora.

As cenas acima parecem roteiro de filme, mas não choca mais quem mora e vive esse dia a dia nos bairros controlados pelo tráfico de drogas.

Já passou da hora da sociedade civil reagir e cobrar, de maneira mais efetiva, uma atitude dos governantes (seja em qual esfera for).

Enquanto isso, resta aos cariocas rezar e pedir proteção a Deus.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Ranking Macabro



Foi divulgado hoje pela imprensa um ranking macabro. Pela primeira vez, o Estado do Rio de Janeiro utrapassou o Estado de São Paulo em números absolutos de homicídios. Foram 5.504 assassinatos em solo fluminense, contra 4.877 mortes em São Paulo.

Segundo declarações do Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, os investimentos feitos durante 15 anos, pela Secretaria de Sao Paulo, focando na qualidade dos policiais, em inteligência e em equipametos, são os responsáveis pela queda do índice em São Paulo.

Resta saber se a tal política de enfrentamento adotada pela polícia do Rio de Janeiro apresenta algum resultado. Não estaria na hora de se parar e pensar em uma nova política de segurança para o Estado do Rio de Janeiro?