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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Inacreditável!

Foto: Julia Chequer/R7

Onze anos. Tente imaginar o que é esperar onze anos por algo? 1999...O ano era o fatídico fim do mundo, para alguns estudiosos de Nostradamus. FHC era presidente e Lula ainda tentava correr atrás do seu sonho de ser presidente do Brasil. No futebol? A seleção era tetra, Romário e Zidane desfilavam em campo e Adriano e Kaká eram promessas. O time do São Paulo era tri e o Flamengo era penta (opa...mais um processo do presidente do Sport).

Quis o destino que fosse em pleno Morumbi, casa do São Paulo, que essa espera tivesse fim. Não, não estou falando de nenhuma partida de futebol e sim da maior banda de heavy metal da atualidade (e talvez de todos os tempos): Metallica.
Quando fiquei sabendo que eles fariam show no Brasil e não viriam ao Rio, não pensei duas vezes. Comprei os ingressos e não me preocupei em nada como faria para chegar, vir embora, dormir ou qualquer coisa do gênero. Veria o show de qualquer jeito.

Sábado, dia 30 de janeiro, pego o carro e acompanhado da belíssima esposa, parto para São Paulo. Com a inestimável ajuda de minha prima, consigo chegar ao local do show. Estádio do Morumbi. Dezenove horas, faltam duas horas e meia para o show.

Sepultura chega às 20 horas e começa o show de abertura. Aquecimento nota dez, mas a ansiedade não me permite nem lembrar quais músicas foram tocadas. Estava na arquibancada e preocupado com a qualidade do som, que chegava muito vazado.

Depois de uma hora de show do Sepultura, é a vez de aguardar mais uma vez os quatro grandes: Lars, James, Kirk e Trujillo.

Luzes apagadas, silêncio e a música incidental dá a senha de que vem peso pela frente. Com quase 30 anos de formação, a energia surpreende quem assiste. Clássicos e mais clássicos são apresentados. Efeitos especiais, plateia ensandecida, cantando a plenos pulmões e uma noite inesquecível.

Depois de mais de duas horas de show, uma certeza. Nunca desista dos seus sonhos. Corra atrás e não se deixe levar pelas dificuldades. Vale a pena! Assisti ao maior show que poderia, após 11 anos de espera.

PS: Um agradecimento especial para Mônica, Roberto, João, Gê e minha Mãe, além da melhor esposa de todos os tempos! A logística para ver o show foi mais complicada do que vocês imaginam (rsrs)