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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Homem-máquina, a última fronteira

Para qual direção caminhamos? Quando iremos nos dar conta de que a fronteira entre homem e máquina está cada vez mais tênue?
Questões a serem pensadas e que pode ser auxiliadas pelo seguinte trecho:

"Internet, ciberespaço, realidade virtual são novos modos de interação homem-máquina. A máquina é o novo ambiente da experiência. Na integração que se põe em movimento entre seres biológicos e maquínicos, corpo e pensamento, matéria viva e inerte, carne e silício, nossas referências tradicionais ficam abaladas e questões novas surgiram: o fim do mundo e dos tempos, os paradoxos temporais, a comunicação com inteligências demonstrando formas de vida radicalmente diferentes, as desconstruções múltiplas das diferenças entre natural e artificial, humano e não humano, real e virtual, as mutações e reconstruções dos corpos humanos, as transformações do político."

Tucherman, 2004

Obs: O trecho acima foi retirado de uma citação do artigo "Mais que um inventário imagético do YouTube: Uma possível leitura da memória na rede", do mestre e amigo Wilson Oliveira

terça-feira, 7 de julho de 2009

Homem-máquina e o show do eu


Em tempos pós-modernos ou hipermodernos, como prefere Lipovetsky, o binômio homem-máquina está cada vez mais entrelaçado. O limite de onde começa um e termina outro, está ficando cada vez mais difícil de se estabelecer.
Lendo o livro o Show do Eu, da autora Paula Sibilia, encontrei o seguinte trecho:

"Também proliferam as metáforas procedentes do universo informático quando se trata de arquivar ou deletar algum dado particular do nosso acervo mental, escanear a própria memória procurando algo esquecido, gravar uma informação com segurança redobrada no cérebro, desfazer um pensamento indesejável ou clicar no ponto certo para abrir um link hipertextual. Pode ocorrer, também - e, de fato, isso acontece cada vez mais assiduamente -, que a nossa memória "dê uma pane". Nesses casos, é bem provável que tenhamos esquecido também de fazer backup, uma cópia de segurança das informações mais valiosas. Em certas ocasiões convém desligar o equipamento, desconectar todos os fios, respirar fundo e tentar reiniciar a aparelhagem mental pressionando algum prodigioso botão. Talvez caiba cogitar na possibilidade de trocar o disco rígido ou, por que não, dar uma turbinada nas capacidades de memória fazendo um upgrade geral."