
Uma das facilidades que me encanta na internet é a possibilidade de se conhecer pessoas de diversos pontos do mundo e estabelecer uma relação de amizade, conhecer novos valores e a simples troca de ideias, idenpendente da profundidade do tema.
Espaço dedicado às mais diferentes discussões e debates. Assuntos tão díspares que se misturam em um só lugar.


E a cultura 2.0 de compartilhamento e colaboração parece que não vale para todos.
Clique aqui e veja essa história e o exemplo de como não tratar a web 2.0, pelo Facebook.



Uma das melhores partes de se fazer pós-graduação é a possibilidade de se fazer amigos e conhecer pessoas interessantes ao longo de todo o curso.

Mais uma vez estamos Blogueando n'A Lenda.
Como o blog é rico em conteúdo, sempre indico este espaço por aqui.
Sempre interessante e com uma visão diferente do apresentado na grande mídia, A Lenda tornou-se consulta obrigatória e diária.
Desta vez falando sobre o caso do jogador Adriano e sua relação com a comunidade que nasceu. Vale a pena ler o post. (Clique aqui para ver o blog)
O Imperador, a favela e o ódio de classe
Além do título de Campeão Brasileiro de 2010 (obrigado pela correção, Nixon!) a volta de Adriano ao Flamengo – dure quanto durar e tenha que desdobramentos tiver – terá deixado, na minha opinião, pelo menos uma grande contribuição para o clube e sua torcida. Não falo da elevação da autoestima da torcida pelas vitórias, gols e artilharia do Brasileiro, das cifras envolvendo venda de camisas etc.
Refiro-me ao fato de que, à parte os problemas pessoais que a crônica esportiva (e geral) adora explorar, Adriano colocou a favela e a associação da torcida do Flamengo com a mesma em primeiro plano. (Não o conheço pessoalmente, nem tenho quaisquer elementos para escrever sobre sua conduta – acreditar no que diz a mídia gorda é que eu não vou. E, mesmo que tivesse condições, não escreveria. Inclusive me incomoda que, só de olhar as manchetes nas bancas de jornal, eu volta e meia seja “informado” sobre onde o atacante vai – ou, para usar um termo frequente nas chamadas, “se esconde” ou “se refugia”.)
Sempre ouvi as torcidas de Vasco, Botafogo e Fluminense (principalmente a última) gritarem “ela, ela, ela/Silêncio na favela!” em clássicos contra meu time. Em alguns jogos do Brasileiro do ano passado, pela primeira vez, ouvi a torcida rubro-negra – parte dela – gritar “Favela, favela, favela/Festa na favela” (no ritmo do refrão de “Sorte Grande”, adotada há alguns anos para comemorar gols e vitórias). Isso aconteceu raras vezes (vale dizer que não estive presente em diversos jogos), durou pouco tempo e a música não foi cantada pela maioria dos presentes na arquibancada – cujo ingresso mais barato de inteira para adulto custava R$ 30. Ainda assim, fiquei bastante impressionado com a manifestação da torcida, assumindo – mesmo que de forma tímida e parcial – uma alcunha que os adversários lhe impõem pejorativamente. Some-se a isso uma bandeira de uma das torcidas organizadas (não lembro qual) com o rosto do jogador e, ao fundo, alguns barracos.
Não sei se a torcida assumirá de vez e em massa o grito de “favela” como seu, mas só o fato de alguns terem tomado a iniciativa de fazê-lo já me alegra. Mas acho que a presença de Adriano no Flamengo serviu e serve para explicitar preconceitos – inclusive os de muitos jornalistas da mídia gorda esportiva, reacionária e moralista – que se acham os últimos bastiões dos valores morais e não aceitam o fato de o jogador ir à favela. No fundo, lhes é intolerável que alguém ganhe fama e dinheiro e não vire as costas para os hábitos, pessoas, lugares, gostos, amizades, diversões de antes da fama/riqueza.
O Futepoca traz hoje um exemplo, retirado de uma mesa-redonda de ontem à noite. Os bafafás em torno do Imperador acabam por revelar o preconceito e o ódio de classe que permeiam a visão de mundo de certos jornalistas esportivos – para não falar de um moralismo obtuso e fora de época. Num país em que os preconceitos são ferrenhos, mas, paradoxalmente, tendem a ser escondidos sob o tapete, a exploração da vida pessoal do Imperador e os juízos morais sobre ela podem revelar muito sobre nossa sociedade, sobre nossos preconceitos e sobre as visões de mundo de certos jornalismos e jornalistas.

O blog Carpintaria das coisas é parada obrigatória para os estudantes e interessados em assuntos tais como Cibercultura e Comunicação Social. Criado e mantido pelo professor Erick Felinto, sempre apresenta artigos e novidades sobre o que está acontecendo de mais novo na corrente acadêmica.
A internet realmente é uma ferramenta interessantíssima. Conhecemos pessoas virtualmente e desse modo, conseguimos expandir nossas amizades para o mundo virtual.
Muitos alegavam que a internet e seu crescimento faria com que as pessoas se isolassem e se tornassem cada vez mais solitárias. No meu caso, acho que está acontecendo ao contrário.
Conheci através do Twitter, a @cyncardoso. E através de seu perfil, cheguei a seu Blog.
Uma mistura de assuntos, que fascina. Textos belos, contos, músicas e reflexões. Não tem como não indicar.
Deixo o link para que possam saborear: Silent Devotion


Dando aquela navegada para descobrir e ler sobre assuntos interessantes, encontrei o texto do professor Antônio Ozaí do Silva, que mantém o excelente Blog do Ozaí (link ao lado, nos blogs preferidos).


Dando uma vasculhada na blogosfera, me deparei com o excelente e bem humorado texto reproduzido no Blog Vi o Mundo (clique aqui para conhecer).O fetiche das tecnologias de comunicação contemporâneas
Sou do tempo das cavernas. Tudo porque não tenho celular
Fátima Oliveira, no jornal O TempoMédica - fatimaoliveira@ig.com.br
Usufruo bastante das benesses tecnológicas da contemporaneidade que considero essenciais ao meu modo de estar no mundo. Todavia, de uns tempos para cá, tenho a impressão de que, para algumas pessoas, sou do tempo das cavernas. Tudo porque não tenho celular! Nada de ludita. Apenas defendo para meu consumo pessoal o uso racional da tecnologia - uma subjetividade e um modo de simplificar minha vida.
Todavia, para muita gente, é estranhíssimo eu não ter celular. "Você está sem celular, né?" Nããão! Não é que estou sem, é que não tenho! Já tive e enjoei. Era um desassossego. Há alguns anos, meu celular foi levado por um garoto na porta do meu prédio. Era Semana Santa e minha filharada toda estava viajando (alguém numa família precisa dar duro, é o esperado...). No sábado de Aleluia, eu chegava do plantão quando o celular tocou. Nem disse alô... Parecia que levaram um pedaço de mim. Na segunda-feira, comprei outro.
Em dezembro de 2006, um bom ladrão hospitalar o levou.Apenas defendo para meu consumo pessoal o uso racional da tecnologia –uma subjetividade e um modo de simplificar minha vida.
Aproveitei e decidi ficar sem. A crise de abstinência foi dose! Hoje, gosto imensamente. Sinto-me empoderada. No começo, foi reclamação generalizada. Quase sucumbi à gritaria familiar. Mas aguentei o tranco. Não apenas o meu celular foi expropriado, recentemente alguém surrupiou o porco-fone da coordenação de plantão... Acreditam? É vero! E olhem que ele só recebia! Ganhamos um celular, pela primeira vez, no começo da epidemia de gripe suína, daí o apelido carinhoso. Acredito que hospital é o lugar em que mais roubam celular. Juro!
A população de celular é tão assustadora num hospital que até para examinar um doente é preciso pedir para desligar o celular e ainda ficar aturando cada cara feia! Sem falar que muitas vezes é preciso pedir também para vizinhos e acompanhantes, que estão ao lado no maior papão. E ainda ouvir um monte de desaforos. Não encontro palavra mais adequada: é o caos do fetiche do celular!
Um dia, entrei na sala de emergência, na prática um CTI, quando dois celulares tocaram ao mesmo tempo. Teoricamente, nenhuma pessoa doente ali deve portar um celular, mas para minha surpresa dois doentes graves os atenderam numa boa, mesmo ofegantes. E de repente tocou outro! Era de outro doente, que só não o atendeu porque estava "entubado", mas seus olhos se abriram de uma forma tão pidona que quase atendi o celular pra ele! De repente, toca outro celular com aquelas músicas que até Deus duvida da breguice impertinente. Era o celular de um dos doentes que, todo lampeiro, falava em outro celular! Ai foi demais...Autoridade tem de pintar numa hora assim, não é? "Geeeente, assim não dá! Se todo mundo aqui pode atender celular, vamos dar o lugar para outras pessoas mais graves!" Quem vai imaginar que um doente grave não se desgruda do seu celular, ou dos seus celulares? E olhe que fazemos revista em todo mundo que chega lá e guardamos os celulares. Se num CTI é assim, faça ideia nas enfermarias...
Internet? Gosto. Sou facilmente encontrável por e-mail. Enquanto escrevo deixo abertos os e-mails que não permitem conversas em tempo real. Quando quero dou uma olhada. Mas Orkut, MSN e similares, nããão! Tenho a sensação de perda de tempo com mensagens em tempo real, que possuem suas bondades, mas é preciso ficar ligado só naquilo. O e-mail, acessamos quando desejamos. Twitter? Acho dispensável para a minha vida no momento, mas estou encantada com as possibilidades de twitteratura.
