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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Imagem é tudo


A imagem acima foi cedida gentilmente pelo colega Francisco Aiello (www.monstrosdofutebol.com.br). As três capas saíram após cada entrevista dos três principais candidatos ao cargo de Presidente da República, no Jornal Nacional.

A primeira vista nada de errado. Mas vejamos bem. A capa mais à esquerda é de quando a candidata do PT, Dilma Roussef, foi ao programa. A chamada ficou na parte inferior da capa, uma vez que a dobra é feita e colocada a parte superior para exposição na maioria das bancas. Adivinhe como aparece o candidato do PSDB, José Serra? Acertou quem disse que aparece na parte considerada nobre do espaço de um periódico, ou seja, na parte de cima.

E a candidata Marina Silva? Procure na capa do meio. Não achou? Ela saiu como uma nota bem no canto esquerdo da capa.

Pronto, esse é o retrato da imparcialidade da nossa mídia.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Redes Sociais nas Eleições


Uma novidade nessas eleições será a intensa participações de eleitores e candidatos no Twitter e outras redes sociais.

Com a experiência bem sucedida de Obama na campanha presidencial norte americana, o caminho trilhado tende a ser seguido por todos os candidatos.
Uma novidade interessante no site do jornal O Globo é a atualização constante do que está sendo postado no Twitter pelos principais candidatos ao Palácio do Planalto e ao Governo do Rio.
De certo, senti falta de todos candidatos sendo contemplado nesta seção do site. Mas já é uma iniciativa que mostra a importância que as redes sociais terão no jogo eleitoral.
Ainda tateando no escuro, os candidatos ainda não acertaram a mão no uso dessas ferramentas. Alguns pouco interagem e fazem uso do Twitter (por exemplo) como uma simples base de lançamento de ideias e frases, sem um mínimo de interação, deixando os seguidores e possíveis eleitores sem respostas rápidas para as suas dúvidas.
Pouco se vê de ideias e debates fluindo pela grande rede. Mas, lentamente, os candidatos brasileiros irão se acostumando ao uso dessas ferramentas.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Eleições em números


As eleições estão chegando e apenas ao término da Copa do Mundo é que veremos as campanhas adquirirem ritmo. Esse ano, com a divulgação maciça dos meios digitais, veremos um novo modo de realizar campanha. (Conferir outros posts sobre o assunto, clicando aqui).
Contudo, um dado chama a atenção. O número de eleitores que estão com idades entre 16 e 17 anos, faixa na qual o voto é optativo, caiu mais de 25% em relação ao pleito passado, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Não se sabe se este fato é decorrente na descrença na política ou até uma falta de mobilização que caracterizou algumas eleições passadas.
Esse retrato é característico de países nos quais os votos não são obrigatórios. Geralmente a abstenção gira em torno de 30%. Resta saber como nossos candidatos irão realizar a campanha e afastar esse aparente desinteresse pelo jogo eleitoral.
As mídias digitais são excelentes espaços de debates, boca a boca e de convencimento ao eleitorado, especialmente o mais jovem. Resta aos digníssimos candidatos saber usufruir deles. Mas pelo pouco que se viu, ainda temos uma atuação muito insípida nestes meios.
Lembrando: Vote com consciência. Ainda temos tempo para mudar o que vemos de errado no país. Pesquise, debata, discuta e escolha conscientemente.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Eleições Digitais


Disse em alguns posts anteriores sobre o modo como irei acompanhar as campanhas eleitorais com bastante interesse. Será a primeira com a presença efetiva da internet. Redes sociais, blogs e vários modos de interação entre candidatos e eleitores poderão ser vistos nos próximos meses.

Com a eleição de Obama para os Estados Unidos, um novo modo de se fazer campanha virtual surgiu. O Twitter, com sua disseminação e penetração nas divesas camadas, surge como uma importante arma de campanha (reconhecida até pela candidata Dilma Roussef).

Acredito que o "bom" uso do Twitter será fundamental. Contudo, não basta ter um perfil, atualizando com agendas de campanha e notícias que se referem ao candidato. A arma está disponível e tem de ser bem usada, para surtir efeito. Interatividade e reciprocidade devem ser pré-requisitos.

Candidatos devem se mostrar interessados em debater pontos de campanha e promessas. Saber ouvir atentamente, inclusive as críticas, e responder sempre. Não deixar menções aos seus nomes, sem um retorno. A troca de informações personalizadas confere uma importância para quem emitiu um parecer, que nunca foi capaz anteriormente.

Para nós, eleitores, a possibilidade de um aprofundamento nos debates é uma oportunidade de ouro. Siga seus candidatos, pergunte, discuta e decida o melhor voto.
Um novo país ainda é possível!


Uma excelente entrevista com Alex Primo abordando o uso das mídias sociais nas eleições, você pode encontrar aqui. (Clique aqui e vá para o Blog ZGuioto).

domingo, 7 de março de 2010

Onde está o povo?

Estou lendo o livro Consumidores e Cidadãos, do teórico Néstor Canclini. Nele uma passagem em especial me chamou a atenção e levanta uma discussão interessante sobre a obrigatoriedade do voto.

"Nas nações onde o voto é voluntário, mais da metade da população se abstém nas eleições; onde é obrigatório, as pesquisas revelam que 30 a 40% não sabe em quem votar uma semana antes dos comícios. Se as manifestações nas ruas e nas praças diminuem, e se dispersam em múltiplos partidos, movimentos juvenis, indígenas, feministas, de direitos humanos e tantos outros, ficamos com a última parte da questão: onde está o povo?"

Fica a dica: Faça valer a pena a eleição 2010. Convoque, instrua, conscientize... Vamos mudar esse quadro. A hora é agora!

sábado, 6 de março de 2010

Vamos praticar a democracia


Ano de eleição e mais uma vez tenho a difícil tarefa de acreditar que o povo brasileiro irá demonstrar maturidade política e fazer valer o direito do seu voto.
Sei que é meio batido esse papo de eleições, de escolher o melhor e blábláblá... Sei o quanto é difícil, também, manter-se motivado perante tantos escândalos e casos de corrupção Brasil afora. Contudo, temos que continuar acreditando, se queremos mudar o quadro e fazer um país mais justo.
Este ano, particularmente, estou interessado no desenrolar da campanha política. Com o uso mais efetivo da internet, veremos um novo patamar chegar às eleições brasileiras. Não espero, uma interatividade e comunicação maciça como foi o caso da campanha das eleições presidenciais americanas, na qual Obama usou e abusou deste artifício. Mas, mesmo engatinhando, as campanhas já deram entrada nas redes sociais da grande rede.
Acompanharei de perto e trarei sempre que possível, casos (positivos e negativos) de uso da internet na campanha.
Fica a dica: Acompanhe os candidatos. Faça valer os seus direitos. Marque em cima e mantenha contato com os mesmos após eleitos. A força que temos nas mãos é inimaginável e nunca tivemos esse patamar de comunicação direta com a classe política.
Juntos podemos construir um país mais justo e melhor!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

De olho na internet


Ano de eleição é sempre tumultuado. Muitos debates, pouco trabalho para os "nobres" parlamentares e a conversa de sempre.

Este ano, a escolha para presidente chama mais a atenção devido a entrada em cena da internet. Após a eleição de Barack Obama, nos Estados Unidos, com grande influência do uso da mesma, a grande rede entrou definitivamente para o rol das grandes armas dos políticos.

Como é novidade no Brasil, o uso da internet pelos políticos ainda mostra-se embrionária. Parece que ainda não despertaram para a grande ferramenta que eles têm disponível.

A pré-candidata Dilma Roussef em sua aparição da Campus Party afirmou que a eleição passará pelas mãos de quem constrói a grande rede.

"Eu acho que essa eleição vai abrir espaço para sinalizar a importância da Internet no processo político brasileiro. Não acredito que essa eleição possa passar sem os blogueiros, sem os tuiteiros no debate e na opinião dentro da Internet. Isso só contribui para o país, para a manifestação da diferença de opiniões", disse ela durante a feira de tecnologia da informação Campus Party, em São Paulo." (Dilma Roussef - Campus Party 2010)

Será que a internet será tão valiosa assim para a escolha de nosso futuro presidente?