Dando sequência à série Blogueando (quem quiser conferir o restante, clique aqui), deixo a dica do Blog A Lenda.
Mantido pelo professor Rafael Fortes é um espaço em que podemos encontrar o que há de melhor em informação não contaminada pela visão da (denominada por ele) "mídia gorda".
Posts inteligentes, críticos e políticos. Além de pitadas de música, esporte e cotidiano.
Abaixo segue um exemplo de seus post. Para conhecer mais e adicionar aos seus favoritos, clique aqui.
Sobre o terremoto no Haiti
20/1/2010 por Rafael Fortes
O que dizer diante do horror? Difícil saber.
Um amigo comentou:
“Numa primeira impressão, nota-se que o tamanho da cobertura da mídia gorda sobre o terremoto no Haiti equivale ao da morte do Michael Jackson. Será o caso de perguntar se um Michael Jackson vale dezenas de milhares de haitianos? E a contribuição francesa pré-terremoto para que o país se tornasse um dos mais pobres do mundo?”
Concordo e acrescento: e a contribuição dos EUA em várias invasões? E a contribuição do Brasil? Como explicar que um país – em tese – soberano não tenha, em pleno século XXI, uma infraestrutura de Estado para garantir direitos à população? Como explicar uma intervenção que não tem como objetivo assegurar direitos, mas sim o lucro das empresas? Já perguntei, em diversas ocasiões, o que justificava a permanência de tropas brasileiras por lá. Este assunto importante pouco tem sido discutido na sociedade brasileira – e, tal como em outros temas, o silêncio da mídia gorda ajuda a manter o status quo.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
COLUNA DA ROUGE CERISE

A psicanálise e a linguística respaldam que um indivíduo se constitui sujeito por diversas maneiras.
Destaca-se a experiência intersubjetiva,que acontece através da comunicação.
A língua portuguesa,assim como qualquer idioma possui uma gama de características subjetivas que compõem a nossa piquê.
A Psiquê da Língua Portuguesa
Em entrevista a Revista Língua Portuguesa, o psicanalista e escritor Contardo Calligaris fala das relações entre o idioma e a psicanálise.
A gramática de uma língua ou pessoa pode revelar algo da psiquê?
A língua portuguesa,assim como qualquer idioma possui uma gama de características subjetivas que compõem a nossa piquê.
A Psiquê da Língua Portuguesa
Em entrevista a Revista Língua Portuguesa, o psicanalista e escritor Contardo Calligaris fala das relações entre o idioma e a psicanálise.
A gramática de uma língua ou pessoa pode revelar algo da psiquê?
Claro que sim. Essa organização é tão constitutiva quanto reveladora. Num artigo clássico sobre pronomes pessoais, [o linguista] Émile Benvéniste deu o exemplo de uma língua oriental cuja construção seria diferente das línguas latinas. A construção dominante ali é a forma passiva do verbo, até quando falamos na 1ª pessoa.
Se dizemos "Eu vou ao cinema hoje à noite", lá temos algo como "Hoje à noite por mim é ido ao cinema". Imagine uma língua em que não exista a possibilidade de o sujeito da enunciação ser o sujeito da frase, mas só complemento de agente, numa forma passiva: é uma língua que supõe uma consciência subjetiva completamente diferente. Nossa experiência subjetiva é ligada ao sujeito gramatical da 1ª pessoa do verbo. Grandes diferenças desse tipo revelam e constituem subjetividades diferentes.
Leia a entrevista na íntegra. Clique aqui!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Pequena TV
Foto: Leo Lagden

Falar mal da TV é sempre chover no molhado. Todos criticam os programas, o baixo nível e a falta de opção da TV aberta. Mas ninguém se furta de comentar (sempre com a desculpa de que estava mudando de canal) o BBB, a novela e outras coisas mais.
O fato é que o nível realmente é baixíssimo. Quem tenta se refugiar na TV paga, também não tem a vida fácil. No final de semana passado, liguei a TV no começo da manhã e passeando pelos canais, percebi que a maioria deles passavam programas de vendas de produto. Passei pelo History Channel, Discovery, AXN, Warner e muitos outros. Propagandas de lava-jato sob pressão, panelas, equipamentos de ginásticas, juicers e todo o tipo de quinquilharia que se vende pela TV. Além de já contar com alguns canais de vendas 24 horas (Shoptime, por exemplo), em determinados momentos ficamos praticamente sem opções.
Ou seja, você tenta escapar da baixa qualidade da TV aberta e cai na armadilha das vendas pela TV.
É dura a vida de quem gosta de um bom programa de TV, que irremediavelmente se escondem pelas madrugadas nos canais.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Pseudos craques

E mais um "craque" brasileiro volta da Europa para jogar em gramados brasileiros. Robinho está de volta para tentar recuperar o futebol lá pelos lados da Vila Belmiro.
Deixando a parte técnica do futebol de lado (para futebol acessar http://www.abolaeogol.blogspot.com/), analiso agora o outro lado. O que faz ter recentes casos de volta dos jogadores brasileiros para campos tupiniquins?
A maioria volta pelo fato dos jogadores brasileiros serem mimados. São tratados como príncipes nas divisões de base e quando chegam ao profissional, ao se destacarem, são alçados ao posto de intocáveis. Manias e trejeitos são repetidos pelos pseudo-craques país afora. Não importa se apareceu no Rio, São Paulo ou Minas. Chegando a um certo nível, começam os ataques de estrelismo. Celebridades instantâneas que não podem ser contrariadas.
Se vão para a Europa, reclamam do frio, da comida e dos métodos de treinamento. Se vão para o Oriente Médio, reclamam do calor, de treinar a noite e da falta de público. Nunca estão satisfeitos e vão amealhando dólares, na mesma velocidade que acumulam mimos e ataques de frescura.
Enquanto existir cartolas que vão passando a mão na cabeça e mimando jogadores, casos como os de Adriano, Robinho, Fred etc. irão continuar acontecendo.
Deixando a parte técnica do futebol de lado (para futebol acessar http://www.abolaeogol.blogspot.com/), analiso agora o outro lado. O que faz ter recentes casos de volta dos jogadores brasileiros para campos tupiniquins?
A maioria volta pelo fato dos jogadores brasileiros serem mimados. São tratados como príncipes nas divisões de base e quando chegam ao profissional, ao se destacarem, são alçados ao posto de intocáveis. Manias e trejeitos são repetidos pelos pseudo-craques país afora. Não importa se apareceu no Rio, São Paulo ou Minas. Chegando a um certo nível, começam os ataques de estrelismo. Celebridades instantâneas que não podem ser contrariadas.
Se vão para a Europa, reclamam do frio, da comida e dos métodos de treinamento. Se vão para o Oriente Médio, reclamam do calor, de treinar a noite e da falta de público. Nunca estão satisfeitos e vão amealhando dólares, na mesma velocidade que acumulam mimos e ataques de frescura.
Enquanto existir cartolas que vão passando a mão na cabeça e mimando jogadores, casos como os de Adriano, Robinho, Fred etc. irão continuar acontecendo.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
De olho na internet

Ano de eleição é sempre tumultuado. Muitos debates, pouco trabalho para os "nobres" parlamentares e a conversa de sempre.
Este ano, a escolha para presidente chama mais a atenção devido a entrada em cena da internet. Após a eleição de Barack Obama, nos Estados Unidos, com grande influência do uso da mesma, a grande rede entrou definitivamente para o rol das grandes armas dos políticos.
Como é novidade no Brasil, o uso da internet pelos políticos ainda mostra-se embrionária. Parece que ainda não despertaram para a grande ferramenta que eles têm disponível.
A pré-candidata Dilma Roussef em sua aparição da Campus Party afirmou que a eleição passará pelas mãos de quem constrói a grande rede.
"Eu acho que essa eleição vai abrir espaço para sinalizar a importância da Internet no processo político brasileiro. Não acredito que essa eleição possa passar sem os blogueiros, sem os tuiteiros no debate e na opinião dentro da Internet. Isso só contribui para o país, para a manifestação da diferença de opiniões", disse ela durante a feira de tecnologia da informação Campus Party, em São Paulo." (Dilma Roussef - Campus Party 2010)
Será que a internet será tão valiosa assim para a escolha de nosso futuro presidente?
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Inacreditável!
Foto: Julia Chequer/R7

Onze anos. Tente imaginar o que é esperar onze anos por algo? 1999...O ano era o fatídico fim do mundo, para alguns estudiosos de Nostradamus. FHC era presidente e Lula ainda tentava correr atrás do seu sonho de ser presidente do Brasil. No futebol? A seleção era tetra, Romário e Zidane desfilavam em campo e Adriano e Kaká eram promessas. O time do São Paulo era tri e o Flamengo era penta (opa...mais um processo do presidente do Sport).
Quis o destino que fosse em pleno Morumbi, casa do São Paulo, que essa espera tivesse fim. Não, não estou falando de nenhuma partida de futebol e sim da maior banda de heavy metal da atualidade (e talvez de todos os tempos): Metallica.
Quando fiquei sabendo que eles fariam show no Brasil e não viriam ao Rio, não pensei duas vezes. Comprei os ingressos e não me preocupei em nada como faria para chegar, vir embora, dormir ou qualquer coisa do gênero. Veria o show de qualquer jeito.
Sábado, dia 30 de janeiro, pego o carro e acompanhado da belíssima esposa, parto para São Paulo. Com a inestimável ajuda de minha prima, consigo chegar ao local do show. Estádio do Morumbi. Dezenove horas, faltam duas horas e meia para o show.
Sepultura chega às 20 horas e começa o show de abertura. Aquecimento nota dez, mas a ansiedade não me permite nem lembrar quais músicas foram tocadas. Estava na arquibancada e preocupado com a qualidade do som, que chegava muito vazado.
Depois de uma hora de show do Sepultura, é a vez de aguardar mais uma vez os quatro grandes: Lars, James, Kirk e Trujillo.
Luzes apagadas, silêncio e a música incidental dá a senha de que vem peso pela frente. Com quase 30 anos de formação, a energia surpreende quem assiste. Clássicos e mais clássicos são apresentados. Efeitos especiais, plateia ensandecida, cantando a plenos pulmões e uma noite inesquecível.
Depois de mais de duas horas de show, uma certeza. Nunca desista dos seus sonhos. Corra atrás e não se deixe levar pelas dificuldades. Vale a pena! Assisti ao maior show que poderia, após 11 anos de espera.
PS: Um agradecimento especial para Mônica, Roberto, João, Gê e minha Mãe, além da melhor esposa de todos os tempos! A logística para ver o show foi mais complicada do que vocês imaginam (rsrs)
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Brasil, o país da Copa (Seja o que Deus quiser)

Quando foi anunciado que o país sediaria a Copa de 2014, uma corrente otimista propagava que o país seria um bom anfitrião e que tudo daria certo. Investimentos seriam feitos e que as obras necessárias, deixariam um legado para as cidades envolvidas. Já a segunda corrente, a dos pessimistas, batiam na tecla da corrupção e da desorganização.
Confesso que não consegui me posicionar de primeira. Variava entre a corrente de otimistas e pessimistas. Lendo o desenrolar das notícias, vejo que hoje em dia, estou mais para os pessimistas.
Pois uma notícia divulgada no Globo Esporte, do dia 30 de janeiro, dá conta de que as obras somente no Maracanã devem custar 700 milhões de reais e que só fechará para obras em setembro (a previsão inicial era em janeiro de 2010). Além disso, estive no Morumbi nesse final de semana e achei que muito ainda deve ser feito. Acesso, estacionamento, saídas de emergência etc.
Como diria o repórter José Ilan, pelo Twitter (@joseilan): A Fifa não sabe com quem se meteu!
Confesso que não consegui me posicionar de primeira. Variava entre a corrente de otimistas e pessimistas. Lendo o desenrolar das notícias, vejo que hoje em dia, estou mais para os pessimistas.
Pois uma notícia divulgada no Globo Esporte, do dia 30 de janeiro, dá conta de que as obras somente no Maracanã devem custar 700 milhões de reais e que só fechará para obras em setembro (a previsão inicial era em janeiro de 2010). Além disso, estive no Morumbi nesse final de semana e achei que muito ainda deve ser feito. Acesso, estacionamento, saídas de emergência etc.
Como diria o repórter José Ilan, pelo Twitter (@joseilan): A Fifa não sabe com quem se meteu!
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