terça-feira, 16 de março de 2010

Coluna da Rouge: Argonio's Collection


Momentos inesquecíveis nos remetem a trilha sonoras.

Basta uma determinada música tocar, que somos guiados ao túnel das lembranças: deliciosas, românticas, tristes, maliciosas.

A imaginaçãoo se move de acordo com os acordes.

O universo argônico tem a característica da miscelânea cultural, por aqui encontramos diversos assuntos e somos levados a reflexão.

E como não poderia faltar trilha sonora no post de hoje, apresento Argonio's Collection: uma seleção de músicas que tem a face Argônica.

Aproveite e mergulhe neste universo.

Boa viagem!

Argonic's Collection

Steve Vai - For the Love of God

Live - Pain Lies On The Riverside

Alceu Valença - Como dois animais

Shaman-Innocence

Pink Floyd-Wish You Were Here (live)

Zé Ramalho - Chão de giz

A preferida do 'chefe' Ar: Sad But True- Metallica

Beijos sonoros!

ROUGE CERISE

segunda-feira, 15 de março de 2010

Brasil, o país do descaso

O último final de semana foi emblemático para quem acompanha a organização de eventos esportivos no Brasil.

Como seremos o país da Copa 2014 e das Olimpíadas 2016, cada evento de grande porte ou não é acompanhado de perto por todo o mundo. E alguns testes vão apontando para falhas sucessivas e ligando cada vez mais o sinal de alerta.

A Fórmula Indy disputada pela primeira vez em um circuito de rua, em São Paulo, foi um festival de desencontros. Asfalto liso demais, ondulado e muita reclamação fizeram que o treino classificatório fosse adiado e um tratamento na pista feito na madrugada de Sábado para Domingo.

Outro evento, realizado no Maracanã, é mais preocupante. Um clássico regional (Flamengo x Vasco) e os problemas se multiplicam cada vez mais. Confusão na venda de ingressos, informações truncadas, roletas sem funcionar (eram apenas 15 para um público de 30 mil. Imaginem se fosse vendido a carga total de ingressos? Seriam quase 70 mil passando por apenas 15 roletas). Resultado: Confusão, tumulto e desrespeito ao torcedor, que se afasta cada vez mais dos estádios brasileiros.

O estatuto do torcedor que apareceu como uma tentativa de ajustar e normatizar os direitos dos frequentadores de estádios, é rasgado a cada final de semana, sem que o governo intervenha e faça com que seja respeitado.

Um título é certo para o Brasil: O país do descaso.

sábado, 13 de março de 2010

Pearl Jam - Do The Evolution

Nada como uma folga de final de semana.
Fique com um dos melhores vídeos de animação já produzidos.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Filosofia Já!


Muito se discute sobre a utilidade e funcionalidade da Filosofia. Enquanto alguns não podem nem escutar em falar sobre discutir visões filosóficas, outros insistem em dizer que Filosofia é coisa de teóricos desocupados e que não serve para nada.
Recomendo a leitura da Revista Cult, edição 143. Nela, uma sequência de artigos sobre a funcionalidade da Filosofia é esclarecedora.
Destaco uma passagem do artigo de Juvenal Savian Filho, quando ele destaca um trecho do texto de Boécio (filósofo da época do fim do Império Romano) e que retrata a Filosofia como sendo uma mulher:
"Apareceu-me uma mulher, acima de meu olhar. Seu aspecto era venerável; seus olhos, repletos de fogo, mais penetrantes do que podem ser os olhares humanos. (...)
Suas vestes era confeccionadas de fios muitos finos, trabalho delicado, matéria indestrutível; fora ela mesma quem as tecera. Podia-se ler, bordada na franja inferior, a letra grega Pi; e, no alto, um Theta. Entre essas duas letras, via-se como uma escada, com degraus que levavam da letra inferior à superior. Entretanto, sua indumentária havia sido rasgada por mãos brutais, que lhe arrancaram tantos pedaços quantos foi possível arrancar."

quinta-feira, 11 de março de 2010

Blogueando n'A Lenda



Mais uma vez estamos Blogueando n'A Lenda.

Como o blog é rico em conteúdo, sempre indico este espaço por aqui.

Sempre interessante e com uma visão diferente do apresentado na grande mídia, A Lenda tornou-se consulta obrigatória e diária.

Desta vez falando sobre o caso do jogador Adriano e sua relação com a comunidade que nasceu. Vale a pena ler o post. (Clique aqui para ver o blog)

O Imperador, a favela e o ódio de classe

Além do título de Campeão Brasileiro de 2010 (obrigado pela correção, Nixon!) a volta de Adriano ao Flamengo – dure quanto durar e tenha que desdobramentos tiver – terá deixado, na minha opinião, pelo menos uma grande contribuição para o clube e sua torcida. Não falo da elevação da autoestima da torcida pelas vitórias, gols e artilharia do Brasileiro, das cifras envolvendo venda de camisas etc.


Refiro-me ao fato de que, à parte os problemas pessoais que a crônica esportiva (e geral) adora explorar, Adriano colocou a favela e a associação da torcida do Flamengo com a mesma em primeiro plano. (Não o conheço pessoalmente, nem tenho quaisquer elementos para escrever sobre sua conduta – acreditar no que diz a mídia gorda é que eu não vou. E, mesmo que tivesse condições, não escreveria. Inclusive me incomoda que, só de olhar as manchetes nas bancas de jornal, eu volta e meia seja “informado” sobre onde o atacante vai – ou, para usar um termo frequente nas chamadas, “se esconde” ou “se refugia”.)


Sempre ouvi as torcidas de Vasco, Botafogo e Fluminense (principalmente a última) gritarem “ela, ela, ela/Silêncio na favela!” em clássicos contra meu time. Em alguns jogos do Brasileiro do ano passado, pela primeira vez, ouvi a torcida rubro-negra – parte dela – gritar “Favela, favela, favela/Festa na favela” (no ritmo do refrão de “Sorte Grande”, adotada há alguns anos para comemorar gols e vitórias). Isso aconteceu raras vezes (vale dizer que não estive presente em diversos jogos), durou pouco tempo e a música não foi cantada pela maioria dos presentes na arquibancada – cujo ingresso mais barato de inteira para adulto custava R$ 30. Ainda assim, fiquei bastante impressionado com a manifestação da torcida, assumindo – mesmo que de forma tímida e parcial – uma alcunha que os adversários lhe impõem pejorativamente. Some-se a isso uma bandeira de uma das torcidas organizadas (não lembro qual) com o rosto do jogador e, ao fundo, alguns barracos.


Não sei se a torcida assumirá de vez e em massa o grito de “favela” como seu, mas só o fato de alguns terem tomado a iniciativa de fazê-lo já me alegra. Mas acho que a presença de Adriano no Flamengo serviu e serve para explicitar preconceitos – inclusive os de muitos jornalistas da mídia gorda esportiva, reacionária e moralista – que se acham os últimos bastiões dos valores morais e não aceitam o fato de o jogador ir à favela. No fundo, lhes é intolerável que alguém ganhe fama e dinheiro e não vire as costas para os hábitos, pessoas, lugares, gostos, amizades, diversões de antes da fama/riqueza.


O Futepoca traz hoje um exemplo, retirado de uma mesa-redonda de ontem à noite. Os bafafás em torno do Imperador acabam por revelar o preconceito e o ódio de classe que permeiam a visão de mundo de certos jornalistas esportivos – para não falar de um moralismo obtuso e fora de época. Num país em que os preconceitos são ferrenhos, mas, paradoxalmente, tendem a ser escondidos sob o tapete, a exploração da vida pessoal do Imperador e os juízos morais sobre ela podem revelar muito sobre nossa sociedade, sobre nossos preconceitos e sobre as visões de mundo de certos jornalismos e jornalistas.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Quantos Tubes há na rede...

Caros Argonautas,

Mais um artigo feito a quatro mãos está no ar.
Com a orientação do mestre Wilson Oliveira, pesquisamos e montamos um artigo falando sobre o YouTube e seus derivados na grande rede.

Com esse, já são três artigos publicados.

Segue o link para acessar o artigo completo.

Clique aqui para ver

Clique aqui para acessar os outros posts a respeito de artigos publicados.

terça-feira, 9 de março de 2010

Coluna da Rouge - Dia Internacional dos Homens


Por que essa data não é comemorada no mundo real?

Aqui, no Universo Argônico, por alguns momentos coloco-me na posição masculina:Como eu reagiria ao calçar uma chuteira para jogar futebol?

Não que nós mulheres não possamos fazer isso, porém não com tanta habilidade. Inegável!

Será o meu corpo tão quente ao ponto de poder abraçar outro corpo durante uma noite fria, para que a pessoa que estivesse comigo pudesse ficar aquecida de amor e carinho?

Se eu fosse um pai? Levaria meu filho ao colégio todos os dias de manhã, mesmo após passar horas intermináveis esperando minha esposa encontrar o brinco de pedrinha verde?

Será que eu saberia ser objetivo nos problemas da vida?

Sentar-me calmamente e raciocinar, sem chorar? E no trabalho? Após passar um dia inteiro retornaria para casa o que eu esperaria? Que alguém estivesse a minha espera, repleta de carinhos ou cheia de lamentações?

E fazer uma mulher se sentir amada? Não só na relação íntima, mas será que eu seria um pai presente, que passaria segurança ao filho somente com minha presença?

Não tenho respostas,apenas conjecturas. Existem ainda várias perguntas, mas hoje tentei colocar-me no lugar da alma masculina a fim de tentar entendê-los.

Oh, que infortúnio! Tarefa árdua!Mas extremamente prazerosa! O que seríamos de nós mulheres sem vocês?


Beijos!


Rouge