
A psicanálise e a linguística respaldam que um indivíduo se constitui sujeito por diversas maneiras.
Destaca-se a experiência intersubjetiva,que acontece através da comunicação.
A língua portuguesa,assim como qualquer idioma possui uma gama de características subjetivas que compõem a nossa piquê.
A Psiquê da Língua Portuguesa
Em entrevista a Revista Língua Portuguesa, o psicanalista e escritor Contardo Calligaris fala das relações entre o idioma e a psicanálise.
A gramática de uma língua ou pessoa pode revelar algo da psiquê?
A língua portuguesa,assim como qualquer idioma possui uma gama de características subjetivas que compõem a nossa piquê.
A Psiquê da Língua Portuguesa
Em entrevista a Revista Língua Portuguesa, o psicanalista e escritor Contardo Calligaris fala das relações entre o idioma e a psicanálise.
A gramática de uma língua ou pessoa pode revelar algo da psiquê?
Claro que sim. Essa organização é tão constitutiva quanto reveladora. Num artigo clássico sobre pronomes pessoais, [o linguista] Émile Benvéniste deu o exemplo de uma língua oriental cuja construção seria diferente das línguas latinas. A construção dominante ali é a forma passiva do verbo, até quando falamos na 1ª pessoa.
Se dizemos "Eu vou ao cinema hoje à noite", lá temos algo como "Hoje à noite por mim é ido ao cinema". Imagine uma língua em que não exista a possibilidade de o sujeito da enunciação ser o sujeito da frase, mas só complemento de agente, numa forma passiva: é uma língua que supõe uma consciência subjetiva completamente diferente. Nossa experiência subjetiva é ligada ao sujeito gramatical da 1ª pessoa do verbo. Grandes diferenças desse tipo revelam e constituem subjetividades diferentes.
Leia a entrevista na íntegra. Clique aqui!
Que bacana. Então, transcrevendo para aquela cultura oriental que vc comenta, frase primordial de nossa civilização "no princípio era o verbo" ficaria de que maneira?
ResponderExcluirInteressante esse assunto, li sobre isso alguns anos atrás....
ResponderExcluirAbraços
Muito legal amiga, realmente seria difícil pra nós falar igual esses orientais... mas cada um com a sua cultura. Boa colocação! :D
ResponderExcluirBeijos
Cara, interessante, mas já notou que apesar de usar os verbos na primeira pessoa, ainda somos passivos de mais?
ResponderExcluirFique com Deus, menino Leo.
Um abraço.